
Quando chegou ao jardim, mostrou-lhe entre as folhagens do jardim um ninho, onde se achavam quatro filhotes recem nascidos. E tirando os insetos e moscas nos biquinhos abertos dos pequenos passarinhos. Então o menino compreendeu o motivo, e entristecido se juntou ao pai na missão de alimentar os filhotinhos. A noite o pai os agasalhou com um pano de algodão, porém na manhã seguinte entrou no quarto do menino com o primeiro passarinho morto, e na noite do mesmo dia, antes do jantar morreu o segundo. Assim foi o terceiro, e o quarto seguiu o mesmo caminho depois de tentar sair do ninho sozinho sem o apoio da mãe.
Então o menino desabou em prantos dizendo: "pai, a culpa é minha! Fui eu que matei a mãe deles!”. O pai respondeu: "eu sei meu filho, eu vi você fazer aquilo. Mas não fique preso ao remorso, quase todos os meninos de sua idade fazem o mesmo. A minha atitude teve a intenção de mostrar a você que ferindo alguém, ferimos ao mesmo tempo outras pessoas, inclusive as que amamos, ou as que nos amam. Porém com o tempo descobrimos que o maior ferimento foi em nós mesmos!”
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