JULIO ZAMPARETTI FERNANDES
Cuidado! Este blog contêm mensagens com teor altamente subversivo capaz de transformar a sua vida!
quinta-feira, 17 de maio de 2012
IGREJA, PRA QUE TE QUERO?
segunda-feira, 16 de abril de 2012
ABORTO DA CONSCIÊNCIA
O que está em jogo não é apenas o direito de abortar uma vida, mas de abortar a consciência de toda sociedade. Nossa gente, há tempos, vem cultivando trivialidade, consumindo enlatados, fast foods, preferindo descartáveis, se relacionando virtualmente; não sabe mais se relacionar pessoalmente, amar incondicionalmente, viver ou morrer por alguém, ter compaixão. Nossa mente tem sido condicionada a valorizar o sucesso, a fama, a juventude, o dinheiro, a beleza física, a estética, ao mesmo tempo em que desaprendemos a valorizar o que é essencial e verdadeiro.
É muito mais fácil divorciar-se do que promover a restauração do casamento; é muito mais fácil romper relacionamentos do que perdoar; é muito mais fácil correr dos problemas do que solucioná-los; é muito mais fácil descartar os idosos do que cuidar deles; é muito mais fácil se isolar do que conviver com os defeitos dos outros; é muito mais fácil abandonar um filho com deficiência do que viver suprindo sua carência; é muito mais fácil abortar uma vida do que amar incondicionalmente. Mas, enfim, essa é a geração das facilidades, em que tudo - tudo mesmo - é descartável. Isso não é um problema de simples religiosidade, mas de formação intelectual de uma nação. Poderemos pagar o preço disso que estamos semeando? Duvido. A certeza que tenho é que amanhã os descartáveis seremos nós.
Ao contrário do que muitos pensam, conviver com pessoas com deficiência não é martírio; martírio é a morte de um inocente. Legalizado ou não, isso não muda o fato de que caminhamos rumo a uma sociedade cada vez mais intolerante com os doentes, os velhos e os especiais. Defender a vida e o direito desses, também é inclusão.
Para encerrar, deixo aqui um questionamento pertinente: O que doe mais, gerar um filho que terá pouco tempo de vida e dar-lhe um enterro digno, ou tira-lo à força, mutilando seu corpinho indefeso num procedimento abortivo, mesmo sabendo que ali existe uma vida, uma alma vivente, um filho seu?
sexta-feira, 6 de abril de 2012
CRISTO OU BARRABÁS?
Para muitos é inconcebível que alguém possa ter gritado pela liberdade de Barrabás em vez de fazê-lo por Cristo. Certamente você já deve ter pensado que se estivesse no lugar daquela gente, indubitavelmente gritaria para que Jesus fosse solto. Entretanto, tenho sérias razões para crer que a realidade seria bem diferente.
A verdade é que não deve ter sido muito difícil, para os sacerdotes judeus, convencer os populares a gritar por Barrabás. Isso porque Barrabás era um criminoso condenado segundo os critérios romanos, não judaicos. Ou seja, Barrabás perseguia, basicamente, soldados e cobradores de impostos que trabalhavam pelos interesses do império de Roma. Sua luta era em prol da liberdade dos judeus, diante da opressão em que viviam. Se para Herodes Barrabás era criminoso, para muitos ele era um verdadeiro herói, uma espécie de Robin Hood daqueles tempos.
Enquanto os judeus, e isso inclui os próprios discípulos, esperavam que Cristo instituisse um golpe de estado e retomasse o governo a Israel, Jesus afirmava que seu reino não era de visível aparência, pelo contrário, dar-se-ia no interior de quem nele cresse. Isso por certo frustrou muitos de seus seguidores, e acredito que tenha sido isso o maior motivo de Judas tê-lo traído, já que este lucrava muito mais que 30 moedas de prata roubando da bolsa de Jesus.
Já que Jesus se nega a lutar pelo governo temporal - pensavam eles - vamos ver o que Barrabás é capaz de fazer.
Barrabás simboliza os interesses humanos e, principalmente, os meios pelos quais os homens buscam resolver seus problemas, sem ética, sem caridade, sem escrúpulos, sem Deus.
Nesse contexto, gritar por Jesus significa abrir mão dos interesses particulares em prol do bem comum; valorizar o ser em vez do ter; buscar a essência em vez da aparência; chorar com os que choram; ser paciente com os fracos; servir de suporte para quem, sozinho, não se mantém de pé; abrir mão do primeiro lugar para ajudar quem ficou para traz; e, principalmente, se manter integro, mesmo quando a única saída aparente é o "caminho largo".
Já que Jesus está demorando - pensamos nós - vamos tentar do nosso jeito.
Não, caríssimo leitor! Não somos diferentes daquele povo. Nós também gritamos por barrabás. Fazemos isso quando vendemos nosso voto, quando moldamos um "cristianismo" segundo o nosso gosto pessoal, e quando de alguma forma vivemos tão somente para satisfazer nosso próprio ego.
Então... Cristo ou Barrabás?
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Reverendo de São Paulo diz que vai casar gays em sua Igreja
O reverendo Aldo Quintão, da Catedral Anglicana, localizada em Santo Amaro, em São Paulo, é conhecido por suas ideias liberais. O padre já se manifestou a favor da legalização do aborto e pelos direitos dos gays. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o reverendo disse que vai fazer casamentos gays na sua igreja."Temas como o direito ao aborto, os estudos com células-tronco, o respeito aos gays e o uso de anticoncepcionais devem ser abordados. Quero discutir o que é o mundo contemporâneo - e não o que é a igreja", diz o padre sobre sua fama de liberal.
Aldo diz que todos são bem vindos na Igreja Anglicana. "Inclusive gays assumidos, divorciados e fiéis desiludidos com outras religiões. O mundo moderno é marcado por uma sociedade plural. Na minha leitura do Evangelho, todo mundo tem o direito de ser feliz. Aqui, as pessoas sentem que as diferenças são respeitadas", afirma ele à publicação.
O reverendo já celebrou mais de 3 mil casamentos desde 1984. Para 2012, já não há mais vagas para se casar com Quintão aos fins de semana.
"Casei evangélicos, hindus, judeus, muçulmanos, grávidas, desquitadas e por aí vai. Casamento gay? Farei assim que a lei permitir", afirma Aldo. E ai, pronto para a marcha nupcial?
Comentário do redator deste blog
Não é de hoje que defendo uma igreja inclusiva e voltada para as questões atuais. Também defendo os direitos civis dos homossexuais, bem como o dever da igreja em acolhe-los com amor e respeito, mesmo que vivam uma sexualidade diferente daquela defendida pela igreja. Creio que isso faz parte do carater de uma igreja da qual seu Mestre rogou ao Pai que não fosse tirada do mundo. No entando, creio que a igreja não deve perder o seu ethos. Tudo bem que um padre queira discutir "o que é o mundo contemporâneo - não o que é a igreja". Entretanto, o ethos do mundo contemporâneo de forma alguma pode substituir o ethos da igreja.
O que quero dizer é que a igreja tem características próprias que remontam seus dois mil anos de história e que não devem ser mexidas. Ex.: Há países em que os homens podem ter mais de uma mulher, nem por isso a igreja pode permitir que os bispos que lá estão tenham mais de uma esposa. Assim também, não deve casar casais homossexuais simplesmente porque a lei civil assim permite.
O fato é que a igreja tem seu próprio ethos, sua própria doutrina, seu próprio padrão de conduta e essas coisas devem ser vividas apartir da discussão do que é a igreja e não do que é o mundo contemporâneo. Esse contra-ponto é essencial para o bem estar do próprio mundo, que necessita de freios. Se a igreja deixar de ser o que é para ser o que é o mundo, certamente perderá seu valor, enquanto o mundo despencará ladeira abaixo. Oh, pobre igreja! Miserável mundo!
A igreja deve, sim, ser acolhedora. Mas não pode esquecer que aqueles que desejam ser acolhidos carecem e esperam encontrar na igreja um fator moderador que os ajude e os estimule a vencer a concupcência carnal.
Em Cristo,
Julio Zamparetti
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
SOU DO MUNDO SIM
Ontem assisti parte de um programa de TV cujo tema era algo como: "Se não somos deste mundo, porque fazemos seguro e previdência?". O programa debatia sobre como conciliar as precauções que tomamos para com o futuro com versículos que dizem que o futuro a Deus pertence, ou com ensinamentos de Jesus a respeito da providência divina. O que ouvi do debate foi um monte de escapismos de um lado e fundamentalismo do outro. Ironicamente, hoje recebi o cartão do seguro que fiz de meu carro. Logo, penso que me seja útil também pensar em enjambrar esses versículos para de alguma forma adaptá-los ao meu modo precavido de vida.No entanto, preferirei ser honesto comigo mesmo. Não quero adaptar esses textos bíblicos ao meu modo de vida, nem adaptar minha vida a estes versículos. Quero sim que o Espírito de Cristo, do qual também sou nascido, me transforme no que for preciso, mas que isso se dê livre de qualquer fanatismo. Assim procederei porque eu nasci do céu e da terra, e tanto quanto do céu eu sou, também sou deste mundo. Do pó desta terra fui formado. Meu próprio Senhor disse: Tu és pó e ao pó voltarás. Portanto, deste mundo vim, e assim meu fim é ir ao mundo que Deus, e onde Deus, tanto me amou. Se não fosse assim, porque razão creria eu na ressurreição?
Há, entretanto, um mundo do qual não sou, ao menos peço sempre a Deus que dele me livre: o mundo dessa gente que tenta ser o que não é e finge crer sem nem ter fé.
Se Cristo disse para que não andássemos ansiosos a respeito do que havemos de vestir, ou de comer, assim eu faço. Obedeço-lhe alegremente: ansioso, não fico. Afinal, graças a ele tenho trabalho e renda. Também confiei nele nos tempos em que estive desempregado, mas para ser honesto, foi muito difícil obedece-lo, pois é muito mais fácil não andar ansioso quando tudo vai bem. No entanto, hoje posso olhar para traz e agradecer a Deus, pois em todo tempo jamais deixou de sustentar-me. De fato, eu não tinha porque andar ansioso. Enquanto sua palavra foi minha única apólice, andei seguro nele.
Disse o salmista: "quando meu pai e minha mãe me desampararam, tu, Senhor, me acolheste". Contudo Deus também acolhe aos que tem o amparo materno e paterno. Quero dizer com isso que Ele me protegeu nos tempos difíceis, e nem por isso deixará de me proteger agora. Se Ele tem me dado condições de projetar o futuro, não fazê-lo nada teria a ver com confiança; seria tão somente negligência.
A mesma Escritura que ensina a confiar na providência de Deus, também manda aprender com as formigas que trabalham incansavelmente para acumular no verão o suprimento necessário ao inverno.
Assim, tenho por certo que ninguém deve andar ansioso por não ter condições de fazer um seguro, uma previdência, ou um plano de saúde, pois nosso Deus é maior. Mas também ninguém deve se culpar por Deus ter-lhe dado condições de se utilizar desses meios. Afinal, a ordem de Jesus era para não andar ansioso. Ele nada falou contra os meios que nos utilizamos para isso.
Jesus também ensinou a não ajuntar tesouro nessa terra, mas sim no céu. Eu só lamento não ter logrado êxito em cometer esse pecado até agora. rsrsrs. Brincadeira à parte, Jesus também falou que nosso tesouro está onde estiver o nosso coração. Portanto, cabe-me dizer que há muitos pobres acumulando tesouro na terra, porque põem o seu coração nas riquezas materiais que não possuem, ao passo que ricos podem por seu coração nas coisas celestes acumulando lá o seu tesouro.
Sou do mundo sim. Por isso me esforço para fazê-lo melhor a cada dia, com temor a Deus, educação e amor ao próximo; me permito, então, sonhar, planejar e trabalhar. Sou do céu também, porque ser quem sou é a vontade daquele que me fez.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
A MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
AGORA É HORA DE AGIR

Ontem (02/02/2012), eu e meu parceiro de luta, Rangel, levamos à Pâmela os 20 litros do leite especial que levantamos graças a ajuda dos amigos, aos quais quero em nome de Pâmela e seus pais agradecer.
Embora essa ajuda tenha sido valiosa, a situação ainda é delicada. Pâmela toma 12 caixas de Losec Mups ao mês e cada uma custa R$ 110,00.
Tenho certeza de que podemos ajudar. Essa é uma situação temporária, logo o Estado terá que pagar estes gastos, a Justiça já assim determinou. Mas não podemos deixar que a menina morra antes disso; nem deixar que seus pais, que não têm condições, se virem sozinhos. Pela internet temos compartilhado tantas palavras, versos e textos tão bonitos que promovem a vida. Agora é hora de agir.
Até Novembro do ano passado, Pâmela levava uma vida "normal" dentro de suas limitações. Ia pra Apae, mesmo na cadeira de rodas e se alimentava quase que normalmente, com "papinhas" que sua mãe fazia. A partir de Novembro, após algumas complicações, seu quadro patológico se agravou e ela teve que passar a usar esta medicação e suplemento alimentar através de sonda. Desde então, a família não tem dado mais conta dos gastos e a dívida na farmácia ultrapassa os R$ 2.000,00. Um valor muito alto para a renda da família e que aumenta a cada caixa de remédio.
Tenho neste blog uma modesta faixa de 100 acessos diários, o que me faz supor que + ou - 150 pessoas o acessam regularmente. Mesmo sendo difícil confiar em tudo que lemos na net, sei que boa parte dos que lêem este blog me conhecem pessoalmente e sabem da minha luta por ajudar quem necessita. Então eu peço, por favor ajudem essa menina.
Já dispus aqui (no artigo SOS SOLIDARIEDADE URGENTE http://www.juliozamparetti.blogspot.com/2012/01/sos-solidariedade-urgente.html ) uma forma de você ajudar. Mas se preferir entre em contato com a distribuidora de suplementos e deixe pago quantos litros do suplemento quiser, em favor de Pâmela Gomes Duarte. Nós nos responsabilizamos de ir a Criciúma pegá-los e entregá-los à família. o telefone da distribuidora é (48) 3433 1025. A descrição do suplemento é ISOSOURCE SOYA e custa R$ 16,50 o litro.
Você também pode entrar em contato com a mãe da Pâmela, Simone, o telefone dela é (48) 9925 3372. Veja com ela uma maneira de contribuir para ajudar a pagar a farmácia.
O pouco que cada um de nós fizermos certamente somará em uma grande ajuda.
EU CREIO!
