Fonte: http://acapa.virgula.uol.com.br/politica/reverendo-de-sao-paulo-diz-que-vai-casar-gays-em-sua-igreja/2/14/15847
O reverendo Aldo Quintão, da Catedral Anglicana, localizada em Santo Amaro, em São Paulo, é conhecido por suas ideias liberais. O padre já se manifestou a favor da legalização do aborto e pelos direitos dos gays. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o reverendo disse que vai fazer casamentos gays na sua igreja.
"Temas como o direito ao aborto, os estudos com células-tronco, o respeito aos gays e o uso de anticoncepcionais devem ser abordados. Quero discutir o que é o mundo contemporâneo - e não o que é a igreja", diz o padre sobre sua fama de liberal.
Aldo diz que todos são bem vindos na Igreja Anglicana. "Inclusive gays assumidos, divorciados e fiéis desiludidos com outras religiões. O mundo moderno é marcado por uma sociedade plural. Na minha leitura do Evangelho, todo mundo tem o direito de ser feliz. Aqui, as pessoas sentem que as diferenças são respeitadas", afirma ele à publicação.
O reverendo já celebrou mais de 3 mil casamentos desde 1984. Para 2012, já não há mais vagas para se casar com Quintão aos fins de semana.
"Casei evangélicos, hindus, judeus, muçulmanos, grávidas, desquitadas e por aí vai. Casamento gay? Farei assim que a lei permitir", afirma Aldo. E ai, pronto para a marcha nupcial?
Comentário do redator deste blog
Não é de hoje que defendo uma igreja inclusiva e voltada para as questões atuais. Também defendo os direitos civis dos homossexuais, bem como o dever da igreja em acolhe-los com amor e respeito, mesmo que vivam uma sexualidade diferente daquela defendida pela igreja. Creio que isso faz parte do carater de uma igreja da qual seu Mestre rogou ao Pai que não fosse tirada do mundo. No entando, creio que a igreja não deve perder o seu ethos. Tudo bem que um padre queira discutir "o que é o mundo contemporâneo - não o que é a igreja". Entretanto, o ethos do mundo contemporâneo de forma alguma pode substituir o ethos da igreja.
O que quero dizer é que a igreja tem características próprias que remontam seus dois mil anos de história e que não devem ser mexidas. Ex.: Há países em que os homens podem ter mais de uma mulher, nem por isso a igreja pode permitir que os bispos que lá estão tenham mais de uma esposa. Assim também, não deve casar casais homossexuais simplesmente porque a lei civil assim permite.
O fato é que a igreja tem seu próprio ethos, sua própria doutrina, seu próprio padrão de conduta e essas coisas devem ser vividas apartir da discussão do que é a igreja e não do que é o mundo contemporâneo. Esse contra-ponto é essencial para o bem estar do próprio mundo, que necessita de freios. Se a igreja deixar de ser o que é para ser o que é o mundo, certamente perderá seu valor, enquanto o mundo despencará ladeira abaixo. Oh, pobre igreja! Miserável mundo!
A igreja deve, sim, ser acolhedora. Mas não pode esquecer que aqueles que desejam ser acolhidos carecem e esperam encontrar na igreja um fator moderador que os ajude e os estimule a vencer a concupcência carnal.
Em Cristo,
Julio Zamparetti
O reverendo Aldo Quintão, da Catedral Anglicana, localizada em Santo Amaro, em São Paulo, é conhecido por suas ideias liberais. O padre já se manifestou a favor da legalização do aborto e pelos direitos dos gays. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o reverendo disse que vai fazer casamentos gays na sua igreja."Temas como o direito ao aborto, os estudos com células-tronco, o respeito aos gays e o uso de anticoncepcionais devem ser abordados. Quero discutir o que é o mundo contemporâneo - e não o que é a igreja", diz o padre sobre sua fama de liberal.
Aldo diz que todos são bem vindos na Igreja Anglicana. "Inclusive gays assumidos, divorciados e fiéis desiludidos com outras religiões. O mundo moderno é marcado por uma sociedade plural. Na minha leitura do Evangelho, todo mundo tem o direito de ser feliz. Aqui, as pessoas sentem que as diferenças são respeitadas", afirma ele à publicação.
O reverendo já celebrou mais de 3 mil casamentos desde 1984. Para 2012, já não há mais vagas para se casar com Quintão aos fins de semana.
"Casei evangélicos, hindus, judeus, muçulmanos, grávidas, desquitadas e por aí vai. Casamento gay? Farei assim que a lei permitir", afirma Aldo. E ai, pronto para a marcha nupcial?
Comentário do redator deste blog
Não é de hoje que defendo uma igreja inclusiva e voltada para as questões atuais. Também defendo os direitos civis dos homossexuais, bem como o dever da igreja em acolhe-los com amor e respeito, mesmo que vivam uma sexualidade diferente daquela defendida pela igreja. Creio que isso faz parte do carater de uma igreja da qual seu Mestre rogou ao Pai que não fosse tirada do mundo. No entando, creio que a igreja não deve perder o seu ethos. Tudo bem que um padre queira discutir "o que é o mundo contemporâneo - não o que é a igreja". Entretanto, o ethos do mundo contemporâneo de forma alguma pode substituir o ethos da igreja.
O que quero dizer é que a igreja tem características próprias que remontam seus dois mil anos de história e que não devem ser mexidas. Ex.: Há países em que os homens podem ter mais de uma mulher, nem por isso a igreja pode permitir que os bispos que lá estão tenham mais de uma esposa. Assim também, não deve casar casais homossexuais simplesmente porque a lei civil assim permite.
O fato é que a igreja tem seu próprio ethos, sua própria doutrina, seu próprio padrão de conduta e essas coisas devem ser vividas apartir da discussão do que é a igreja e não do que é o mundo contemporâneo. Esse contra-ponto é essencial para o bem estar do próprio mundo, que necessita de freios. Se a igreja deixar de ser o que é para ser o que é o mundo, certamente perderá seu valor, enquanto o mundo despencará ladeira abaixo. Oh, pobre igreja! Miserável mundo!
A igreja deve, sim, ser acolhedora. Mas não pode esquecer que aqueles que desejam ser acolhidos carecem e esperam encontrar na igreja um fator moderador que os ajude e os estimule a vencer a concupcência carnal.
Em Cristo,
Julio Zamparetti


