"...quero que meus textos sejam comidos. Mais do que isso: quero que eles sejam comidos com prazer. Um texto que dá prazer é degustado vagarosamente. São esses os textos que se transformam em carne e sangue, como na eucaristia." (Rubem Alves)
sábado, 15 de setembro de 2012
A INTERCESSÃO DOS SANTOS
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
PIMENTA NOS OLHOS DOS OUTROS...
Não há como negar: o espírito protestante não suporta mais o protestantismo. Como já diz o velho ditado: "pimenta nos olhos dos outros é colírio". Depois de 500 anos da Reforma Protestante o que se vê da maioria dos filhos da reforma é um grupo de gente que perdeu o rumo. A verdade é que a maior parte dos protestos levantados, pelos reformadores do século XVI, se encaixam muito melhor à própria igreja evangélica de hoje do que aos protestados daquela época.segunda-feira, 16 de julho de 2012
DEUS NÃO TEM NADA A VER COM RELIGIÃO
sábado, 16 de junho de 2012
O DEUS DOS VIVOS
quinta-feira, 17 de maio de 2012
IGREJA, PRA QUE TE QUERO?
segunda-feira, 16 de abril de 2012
ABORTO DA CONSCIÊNCIA
O que está em jogo não é apenas o direito de abortar uma vida, mas de abortar a consciência de toda sociedade. Nossa gente, há tempos, vem cultivando trivialidade, consumindo enlatados, fast foods, preferindo descartáveis, se relacionando virtualmente; não sabe mais se relacionar pessoalmente, amar incondicionalmente, viver ou morrer por alguém, ter compaixão. Nossa mente tem sido condicionada a valorizar o sucesso, a fama, a juventude, o dinheiro, a beleza física, a estética, ao mesmo tempo em que desaprendemos a valorizar o que é essencial e verdadeiro.
É muito mais fácil divorciar-se do que promover a restauração do casamento; é muito mais fácil romper relacionamentos do que perdoar; é muito mais fácil correr dos problemas do que solucioná-los; é muito mais fácil descartar os idosos do que cuidar deles; é muito mais fácil se isolar do que conviver com os defeitos dos outros; é muito mais fácil abandonar um filho com deficiência do que viver suprindo sua carência; é muito mais fácil abortar uma vida do que amar incondicionalmente. Mas, enfim, essa é a geração das facilidades, em que tudo - tudo mesmo - é descartável. Isso não é um problema de simples religiosidade, mas de formação intelectual de uma nação. Poderemos pagar o preço disso que estamos semeando? Duvido. A certeza que tenho é que amanhã os descartáveis seremos nós.
Ao contrário do que muitos pensam, conviver com pessoas com deficiência não é martírio; martírio é a morte de um inocente. Legalizado ou não, isso não muda o fato de que caminhamos rumo a uma sociedade cada vez mais intolerante com os doentes, os velhos e os especiais. Defender a vida e o direito desses, também é inclusão.
Para encerrar, deixo aqui um questionamento pertinente: O que doe mais, gerar um filho que terá pouco tempo de vida e dar-lhe um enterro digno, ou tira-lo à força, mutilando seu corpinho indefeso num procedimento abortivo, mesmo sabendo que ali existe uma vida, uma alma vivente, um filho seu?
sexta-feira, 6 de abril de 2012
CRISTO OU BARRABÁS?
Para muitos é inconcebível que alguém possa ter gritado pela liberdade de Barrabás em vez de fazê-lo por Cristo. Certamente você já deve ter pensado que se estivesse no lugar daquela gente, indubitavelmente gritaria para que Jesus fosse solto. Entretanto, tenho sérias razões para crer que a realidade seria bem diferente.
A verdade é que não deve ter sido muito difícil, para os sacerdotes judeus, convencer os populares a gritar por Barrabás. Isso porque Barrabás era um criminoso condenado segundo os critérios romanos, não judaicos. Ou seja, Barrabás perseguia, basicamente, soldados e cobradores de impostos que trabalhavam pelos interesses do império de Roma. Sua luta era em prol da liberdade dos judeus, diante da opressão em que viviam. Se para Herodes Barrabás era criminoso, para muitos ele era um verdadeiro herói, uma espécie de Robin Hood daqueles tempos.
Enquanto os judeus, e isso inclui os próprios discípulos, esperavam que Cristo instituisse um golpe de estado e retomasse o governo a Israel, Jesus afirmava que seu reino não era de visível aparência, pelo contrário, dar-se-ia no interior de quem nele cresse. Isso por certo frustrou muitos de seus seguidores, e acredito que tenha sido isso o maior motivo de Judas tê-lo traído, já que este lucrava muito mais que 30 moedas de prata roubando da bolsa de Jesus.
Já que Jesus se nega a lutar pelo governo temporal - pensavam eles - vamos ver o que Barrabás é capaz de fazer.
Barrabás simboliza os interesses humanos e, principalmente, os meios pelos quais os homens buscam resolver seus problemas, sem ética, sem caridade, sem escrúpulos, sem Deus.
Nesse contexto, gritar por Jesus significa abrir mão dos interesses particulares em prol do bem comum; valorizar o ser em vez do ter; buscar a essência em vez da aparência; chorar com os que choram; ser paciente com os fracos; servir de suporte para quem, sozinho, não se mantém de pé; abrir mão do primeiro lugar para ajudar quem ficou para traz; e, principalmente, se manter integro, mesmo quando a única saída aparente é o "caminho largo".
Já que Jesus está demorando - pensamos nós - vamos tentar do nosso jeito.
Não, caríssimo leitor! Não somos diferentes daquele povo. Nós também gritamos por barrabás. Fazemos isso quando vendemos nosso voto, quando moldamos um "cristianismo" segundo o nosso gosto pessoal, e quando de alguma forma vivemos tão somente para satisfazer nosso próprio ego.
Então... Cristo ou Barrabás?

