Fonte: http://www.hermesfernandes.com/2011/02/quem-sao-os-herois-desta-geracao.html
"...quero que meus textos sejam comidos. Mais do que isso: quero que eles sejam comidos com prazer. Um texto que dá prazer é degustado vagarosamente. São esses os textos que se transformam em carne e sangue, como na eucaristia." (Rubem Alves)
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
QUEM SÃO OS HERÓIS DESTA GERAÇÃO
Fonte: http://www.hermesfernandes.com/2011/02/quem-sao-os-herois-desta-geracao.html
domingo, 27 de fevereiro de 2011
SE EU MORRER ANTES DE VOCÊ
Se eu morrer antes de você, faça-me um favor. Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele haver me levado.
Se não quiser chorar, não chore.
Se não conseguir chorar, não se preocupe.
Se tiver vontade de rir, ria.
Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão.
Se me elogiarem demais, corrija o exagero.
Se me criticarem demais, defenda-me.
Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam.
Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo.
Se falarem mais de mim do que de Jesus Cristo, chame a atenção deles.
Se sentir saudade e quiser falar comigo, fale com Jesus e eu ouvirei. Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver.
E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase : ' Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus !'
Aí, então derrame uma lágrima. Eu não estarei presente para enxuga-la, mas não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar.
E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa no céu.
Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus. Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele.
E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver, em Deus, a amizade que aqui nos preparou para Ele.
Você acredita nessas coisas? Sim??? Então ore para que nós dois vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, e que morramos como quem soube viver direito.
Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo.
Eu não vou estranhar o céu . . . Sabe porque? Porque... Ser seu amigo já é um pedaço dele !
Chico Xavier
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Por Julio Zamparetti
Pode ter lhe causado estranheza o fato de eu ter colocado a assinatura do autor abaixo do texto e não acima como faço de costume. Mas sabendo que a maioria de meus leitores é evangélica e outra grande parte católica, temi que houvesse quem nem começasse a ler este maravilhoso texto quando visse de imediato quem é o seu autor. É que infelizmente esse preconceito existe. E muitos com medo de raciocinar além do que seu pastor ou padre raciocinou previamente por ele, se privam de boa literatura, apreciação cultural, boa música e diálogo inter-religioso.
Tudo bem! Eu também não creio em reencarnação! Mas não posso negar que Deus suscitou filhos onde víamos apenas pedras, e falou conosco de diversas formas. Tenho certeza que Chico realmente está com nosso Pai Celeste, e agora sabe bem tudo quanto errou no que pregou. Um dia nós também estaremos com o mesmo Pai, no mesmo céu, e da mesma forma também saberemos bem o que de errado pregamos.
O mais importante, creio eu, é que o céu está intimamente relacionado ao que acertadamente cremos, pregamos e vivemos, enquanto os erros se relacionam com a cruz, onde foram pagos. E certamente muitos são nossos erros! Muito mais do que possamos imaginar! Mas com certeza, quem dispõe de amor, amizade, respeito, compaixão e coisas semelhantes a essas, ao menos nisso, nunca erra. E se podemos confiar nas Escrituras, temos a certeza de que “o amor cobre multidão de pecados” (I Pedro 4.8).
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
ORAÇÃO DA PROPINA
........................................Após a publicação da "ORAÇÃO DO CÉTICO", acho pertinente publicar a "ORAÇÃO DA PROPINA". Compare as duas e pense com qual delas você se identifica. Quanto mim, prefiro fazer minha as palavras da oração do cético, do que me identificar com essa fé apóstata que entra nas igrejas pelas portas da frente com ares de "santidade" e requintes de "bênção", roubando o povo em nome de Deus. Toda essa FÉ-DEmais só FEDE mesmo. Infelizmente, isso é apenas a ponta do iceberg, pois tudo começa nessa pregação nojenta da tal "Teologia da Prosperidade" que enche os bolsos de pastores mercenários e estende tapetes para políticos corruptos. Bando de canalhas imundos que se escondem atrás da religiosidade!
O texto é pequeno porque o asco é grande!
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
A ORAÇÃO DO CÉTICO
Pascal escreve que há dois tipos de pessoas racionais no mundo: “os que servem a Deus de todo o coração porque o conhecem e os que o buscam de todo coração porque não o conhecem”. Pascal reconhece que a fé é um dom. Não podemos exigi-la, mas somente pedir que Deus a conceda a nós. Entretanto, o melhor a fazer é viver uma vida boa e moral, e viver como se Deus existisse. E fazer a prece do cético, que aprendi com o filósofo Peter Kreeft: “Deus, não sei sequer se você existe. Sou um cético. Eu duvido. Acho que talvez você seja apenas um mito. Mas não tenho certeza (pelo menos quando sou totalmente honesto comigo mesmo). Por isso, se você existir, e se realmente prometeu recompensar todos os que o buscam, é provável que esteja me ouvindo agora. Por isso, por meio dessas palavras, me declaro alguém que busca, alguém que busca a verdade, seja qual for e esteja onde estiver. Quero conhecer a verdade e viver a verdade. Se você é a verdade, por favor, me ajude.”
A Bíblia promete que todos que buscam a Deus dessa forma, com um coração sincero e aberto, irão encontrá-lo.
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Extraído do livro A VERDADE SOBRE O CRISTIANISMO
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
A GRANDE APOSTA: DEUS EXISTE?
Pascal afirma que, na vida, temos de fazer apostas. Digamos que você receba a proposta de um novo emprego que pode levar sua carreira a novos patamares. O emprego parece muito promissor, mas, sem dúvidas, há riscos. Não dá para saber de antemão o que vai acontecer. Você tem de decidir se vai aceitá-lo. Ou digamos que você esteja apaixonado por uma mulher. Vocês já estão namorando há algum tempo, mas não dá para saber como vai ser o casamento depois de várias décadas. Você segue em frente com base no que sabe, mas o que você sabe é, pela natureza da questão, insuficiente. Contudo, você tem que tomar uma decisão. Não dá para continuar a dizer: “Vou continuar agnóstico até ter certeza das coisas”. Se você esperar demais, ela se casará com outra pessoa, ou vocês dois estarão mortos.
Do mesmo modo, Pascal afirma que, ao tomarmos nossa decisão com relação a Deus, nunca entenderemos tudo de antemão. Nenhum tipo de investigação racional pode fornecer respostas definitivas, já que não se sabe ainda o que vem após a morte. Portanto, temos de examinar as opções e fazer nossa aposta. Mas quais são as alternativas e como devemos avaliar as chances? Pascal argumenta que temos duas opções básicas e, em ambos os casos, devemos considerar o risco de errarmos.
Se tivermos fé em Deus e ficar claro no final que Deus não existe, estaremos diante de um risco negativo: o erro metafísico. Mas se rejeitarmos Deus ao longo da vida e ficar claro no final que Deus existe, há um risco muito mais sério: a separação eterna de Deus. Com base nesses dois resultados possíveis, Pascal declara que é muito menos arriscado ter fé em Deus. Diante de um resultado incerto, ninguém que é racional se nega a abrir mão de algo que é finito se existe a possibilidade de ganhar um prêmio infinito. Na verdade, sob essas condições, não crer é uma atitude irracional. Pascal escreve: “Pesemos o ganho e a perda, preferindo coroa, que é a opção de que Deus existe. Se ganhar, você ganhará tudo; se perder, você não perderá nada. Então, não hesite: aposte que ele existe.”
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Extraído do livro A VERDADE SOBRE O CRISTIANISMO
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
DEUS PODE NÃO EXISTIR REALMENTE
Penso que praticamente todas as pessoas saudáveis mentalmente, pelo menos uma vez na vida tenham questionado sobre a real existência de Deus.
As coisas de Deus são simples quando compreendidas ao nível do Coração, da Intuição Espiritual. Porém, realmente, a nossa razão e linguagem não estão capacitadas para abarcarem os Mistérios Divinos. Vejamos um pequeno detalhe à primeira vista, mas que não é tão pequeno assim.
Quando alguém afirma que Deus existe, o que realmente está querendo dizer? Que Ele existe como as coisas que estão fora de nós? Que Ele existe em algum ponto escondido no Universo? Ou que Ele seja um simples conceito mental?
Eu sempre digo às pessoas que nossa razão não tem condições de afirmar alguma coisa categoricamente sobre Deus, mas que por meio dela nós podemos refletir sobre o conceito que temos d’Ele ou refletir sobre o que compreendemos da Revelação que Ele fez de si mesmo ao longo da história da humanidade.
Assim sendo, afirmo que Deus pode não existir mesmo.
Herege! Para o fogo da Inquisição! Cristianus ad Leonem! É o brado dos fundamentalistas que me lerão. Contudo, este brado só poderá ser dito por aqueles que abdicaram do uso da Razão que o Senhor nos concedeu ou que ignoram os princípios básicos da Filosofia e da Lógica. Entre os Cristãos, principalmente entre os evangélicos, muitos acham que a Filosofia e o uso da Razão é coisa do Tibinga. Arggg!
Existir vem de duas palavras latinas ex (para fora) e sistere (ser), ou seja, existir é ser para fora. Assim sendo, Deus não pode ser para fora dele mesmo, não pode existir como as coisas existem.
E se tomarmos a Revelação dada a Moisés, Deus simplesmente É: Eu Sou o que Sou. E o Senhor enquanto encarnado entre nós constantemente afirmava a Verdade do Eu Sou.
É evidente que a maioria das pessoas continuará a afirmar que Deus existe; mas nós sabemos que dentro de uma compreensão mais profunda é mais correto afirmar que Deus É.
Fiz esta reflexão a partir do momento em que li as palavras de um sutil teólogo franciscano, Duns Scotus (+1308) que escreveu: "Se Deus existe como as coisas existem, então Deus não existe". Ou seja, Deus não é da ordem das coisas que podem ser encontradas e descritas pela Razão. É a Precondição e o Suporte para que estas coisas existam. Sem Ele as coisas teriam ficado no nada ou voltariam ao nada. Esta é a natureza de Deus: não ser uma simples coisa, mas a Origem das coisas.
Eu creio firmemente que somente Deus É. Nós somos somente se estivermos unidos a Ele. Eu Sou a árvore e vós sois os Ramos, disse Cristo Jesus.
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Fonte: http://eugeniochristi.blogspot.com/2011/02/deus-pode-nao-existir-realmente.html
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
A SEGUNDA MILHA
“Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas” (Mateus 5.41).
A milha romana media mil passos, cerca de 1478 metros. A proposição de Cristo está baseada num costume de nações orientais que quando enviavam um emissário de um lugar para o outro requeria-se que um representante local viesse recebê-lo a certa distância. Aparentemente, um gesto de cortesia, próprio de um anfitrião. O fato é que não significava mera companhia. A cortesia incluía o carregamento das bagagens, o que podia tornar a tarefa extremamente árdua.
A primeira milha era o costume e a obrigação. Era algo de antemão estabelecido e inescapável. Mesmo a contrariado, aquele que fosse escalado para a missão não poderia fugir de cumprí-la. O verbo obrigar, usado no texto, não deixa dúvidas quanto a compulsoriedade da tarefa.
Tendo isto em mente, perguntamos: a segunda milha, proposta por Jesus, seria alternativa? Devemos cumprir nossas obrigações, ou seja, a primeira milha, mas a segunda milha, ficaria ao alvitre de cada um? Ou a segunda milha, também, é um dever?
Evidentemente, não estamos presos entre 1478 passos ou 2956 passos. A questão que se impõe, não é de metros ou milhas, mais ou menos. O que está posto é a expectativa de Cristo a nosso respeito. Assim, ficamos entre dois modelos: ou somos aqueles que cumprem as suas obrigações, como qualquer dos mortais podem e devem fazê-lo, ou somos aqueles que cumprem o que Jesus ordenou, o que geralmente vai além do comum.
A segunda milha é a superação de alvos. Não basta alcançar determinado objetivo, é preciso ir além. O contexto da passagem é altamente revelador deste conceito. O alvo de uma pessoa comum é retribuir o que recebeu, na mesma medida (olho por olho, dente por dente). Os filhos do Reino vão além, estão prontos a deixar a túnica e a capa, também.
A segunda milha causa surpresa. Ela surge como algo inesperado. E este é o seu algo mais. A relação de causa-e-efeito fica superada. O que se imagina de alguém que seja agredido é o revide imediato. Não para o discípulo de Cristo que absorve a agressão, a ponto de oferecer a outra face. A palavra de Jesus não deve ser entendida como um estímulo à passividade, muito menos, à violência. Ao contrário, Jesus entende que a violência, contida no revide, vai gerar mais violência ainda. O mal deve ser vencido com o bem, amontoando brasas vivas sobre a cabeça do violento (Romanos 12.20, 21).
A segunda milha aponta para as reais necessidades. A milha do dever comum pode trazer o desencargo de consciência, o chamado sentimento do dever cumprido. O que não significa que o que precisa ser feito foi realmente cumprido. Assim é a tensão existente entre o meramente legal e o legitimamente ético. Determinado procedimento pode estar devidamente enquadrado na lei, mas ser profundamente impróprio moralmente falando. No entanto, o que for corretamente ético, certamente estará respaldado em alguma lei, mesmo que seja a lei de Cristo.
A segunda milha é reveladora do verdadeiro amor. Justamente, porque exige sacrifício. Amor de palavras, amor que se interessa, apenas, pelo que pode receber, não se configura como verdadeiro e pleno amor. Amor exige doação e sacrifício, como o de Jesus em nosso favor. Há preço a ser pago. Cristo pagou por nós oferecendo-nos eternal redenção. Mas deixou-nos o desafio: cada um tome a sua cruz (Mateus 16.24); ou seja, estejamos prontos a caminhar a segunda milha.
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Fonte: http://www.devocionais.com.br/exibir.asp?arquivo=5624