domingo, 20 de fevereiro de 2011

AFINAL, O QUE É SER LUZ?

Por Edmar Pimentel e Julio Zamparetti

Agora vocês são luz; vivam como filhos da luz. Ef. 5:8.

Jesus já dizia no Sermão da Montanha (Mt.5:6,7) que nós somos a luz do mundo. O SER luz proposto na Escritura é bem mais do que simplesmente dizer quero ou não quero. SER luz é um processo de crescimento gradual, natural ao nascido em Cristo. Afinal, crescimento é o que se espera de quem nasce.

Assim como Jesus, Paulo afirma que somos luz. Não apenas iluminados, mas iluminantes! Pois não somos chamados a tão somente contemplarmos a luz de Cristo, mas comissionados a manifestá-la! Isto se torna relevante quando olhamos para a maneira como se vive o cristianismo; sim, porque esse é o fato em questão: “VIVER E NÃO TER A VERGONHA DE SER FELIZ... CANTAR E CANTAR E CANTAR...”. Como bem diz a letra desta canção, a vida bem que podia ser melhor, mas isso não pode me impedir de acreditar no amanhã. A verdade é que não podemos andar conforme os ditames das circunstâncias do mundo. E se este jaz em trevas, esta é mais uma razão para não deixarmos de manifestar a luz de Cristo, nem descrer de suas benesses.

Hoje parece que não sabemos viver senão em opostos: ou se é ortodoxo com um fundamentalismo exagerado olhando como fariseu a vida dos outros com a régua da lei, ou se leva a vida na vantagem e conivência. Ou se espiritualiza tudo e se vive uma fé repelente, enxergando a ação de demônios em qualquer topada e milagres em qualquer acerto, ou se relativiza tudo e acaba-se por perder a dimensão e o valor da fé. Em ambos os casos, nada é iluminado. Ou por falta de luminescência, ou por excesso dela. Pois a luz que queima os olhos também os lança em trevas.

Um conto popular cristão nos diz de dois amigos, um “crente” e outro não. O crente chegou para o outro após ouvir um sermão sobre como andar na luz e foi logo dizendo:

- Você sabia que eu estou na luz e você nas trevas?

O amigo respondeu:

- Como você diz isso se estamos andando juntos na mesma hora e lugar?

- Eu posso lhe provar! Disse o crente, parando na frente de um bar.

- Acenda um cigarro ai e segure entre os dedos.

Alguns amigos em comum passaram por ali e cumprimentaram os dois, nada de mais aconteceu. O crente pediu o cigarro e segurou do mesmo jeito que estavam. Em seguida passou outro amigo e logo disse:

- Você tá fumando? Como pode se você agora é crente? Deixou a igreja foi?

Eles apagaram o cigarro e continuaram a caminhar. O crente continuou:

- Está vendo amigo? Ninguém percebeu que você estava fumando porque você está nas trevas e viram a mim com o cigarro porque eu estou na luz.

É fácil “ser luz” quando toda fé está centrada em normas de condutas que se baseiam na aparência, no gosto ou preconceito pessoal, no estereótipo, no que alguém vai pensar de mim. É muito fácil ser cristão quando o paradigma em questão é a atitude do outro. O cristianismo para “o outro” está sendo regurgitado nesse texto de Paulo aos Efésios. Não é para o outro que Paulo escreve, é para o EU que há em mim. Quem é luz não precisa provar nada a ninguém.

A luz só existirá a partir do momento que eu compreender o conceito de luz, porque até então o meu habitat natural era o desconhecimento (as trevas do conhecimento). Será que compreendemos isso? Somos desafiados aqui a ser SOL e não lâmpada. Se é que Cristo está em mim, a luz precisa vir de dentro de meu ser e não dos “condutores de energia” dos muitos púlpitos por ai a fora que dizem: Agora levante; agora ajoelhe; agora grite aleluia, agora bata palmas e cante bem alto...

A luz brilha e apaga as trevas...

A luz coíbe a ação do corruptor...

A luz possibilita a ação fraterna e saudável daqueles que estão ao redor dela.

A luz revela...

A luz inspira...

Ser cristão é ser luz e ter compromisso com a justiça e a verdade. É encarnar o Sermão da Montanha. É fazer a diferença não porque alguém está pedindo, mas porque a Palavra de Deus incita a caminhar na direção do Reino aqui e agora; cidadão atuante; santo militante e cristão relevante.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Deputado Evangélico propõe Lei que protege heterossexuais... enquanto isso...

Por Hermes C. Fernandes

Agora sim, finalmente vamos reverter o placar. Se não vencermos, pelo menos ficaremos no empate. Se os homossexuais têm a sua PL-122, os heterosseuxais acabam de ganhar um projeto lei novinho em folha.

Trata-se da PL-7382/2010 proposto pelo deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que penaliza a discriminação a heterossexual em até três anos de prisão.

É deputado... não contávamos com sua astúcia! O tal projeto visa contrapor-se a PLC-122/06, apelidada por alguns evangélicos de ditadura gay, que prevê punição equivalente em casos de homofobia. Segundo o nobre deputado, “o Poder Executivo, dentro de sua esfera de competência, penalizará os estabelecimentos comerciais e industriais e demais entidades que, por atos de seus proprietários ou prepostos, discriminem pessoas em função de sua heterossexualidade”, diz no texto do projeto.

Cunha também diz que será punido aquele que “impedir ou restringir a expressão de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público”. Até que enfim, casais de namorados poderão se beijar em público. Já não aguentava mais tanta retaliação. Em que século este deputado vive?

Gostaria de abrir espaço em meu blog para que depoimentos de pessoas que foram discriminadas por serem heterossexuais. Imagine alguém ser mandado embora do emprego por não ser gay! Conhece algum caso? Eu não. Pelo jeito o deputado tomou o caminho inverso proposto por Jesus, de que se alguém nos ferisse a face, deveríamos oferecer-lhe a outra. Em vez disso, impera o "toma lá, da cá", isto é, se eles podem, nós também. Se eles exigem este direito, também vamos exigir os nossos. Quanta bobabem!

A propósito, qual foi mesmo a postura de Eduardo Cunha na votação que beneficiaria a classe trabalhadora brasileira, com um aumento maior no salário mínimo? Ele votou contra.

E não só isso... o nobre deputado, cujo slogan de campanha é "o nosso povo merece respeito", é pivô de um escândalo envolvendo a estatal FURNAS, num golpe de R$ 73 milhões. Fica a pergunta: até que ponto a tal PL proposta por Cunha não seria mais uma cortina de fumaça? Parece melhor para sua imagem estar envolvido numa controvérsia entre gays e heteros, do que ter seu nome ligado a um escândalo de corrupção.

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Fonte: http://www.hermesfernandes.com/2011/02/deputado-eduardo-cunha-propoe-lei-que.html

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

QUAL É A PROVA DA RESSURREIÇÃO?

Por Caio Fábio

A ciência humana determina que uma grande alegação tem de apresentar uma grande comprovação.

Assim, por tal critério, qualquer que seja a manifestação “do extraordinário”, pelas categorias cientificas, precisa se fazer provada por meio de fotos, vídeos ou evidência de material físico. Do contrário, se dirá que o testemunho humano simples e comum, não oferece corpo de evidência e de credibilidade necessários à determinação de um fato extraordinário.

Ora, a ressurreição de Jesus foi o fato extraordinário mais extraordinário de toda a história humana. No entanto, dela não há qualquer comprovação pelo critério científico de verificação do inusitado.

Jesus, no entanto, nunca esteve preocupado em provar nada. Não só não oferece corpo de evidência material, como também ainda escolhe como testemunhas as pessoas mais improváveis de receber crédito como avalistas de algo tão para além do possível.
Ora, para corroborar e dar credibilidade ao milagre da ressurreição, Jesus determinou que os discípulos se amassem e buscassem viver em unidade. Unidade esta, que fosse significada pelo testemunho do amor com o qual amassem uns aos outros ante a percepção do mundo.

Somente a prática do amor pode validar a ressurreição. Posto que, grandes alegações demandam grandes provas. Sendo assim, o amor é o único testemunho que o milagre da ressurreição pode ter.

“Amem-se e o mundo crerá em mim”, disse Jesus. Portanto, o que Jesus ensinou em João 17 quanto a tal aspecto da experiência dos discípulos no mundo, dando testemunho de Seu nome, é simples: Se os discípulos se amam, a ressurreição acontece. Porém, se os discípulos não se amam, é porque não houve ressurreição para eles. Porque o mundo só crerá na ressurreição se vir o amor ser praticado entre os homens que confessam Jesus; visto que somente o milagre do amor, em um mundo de ódio e indiferença, é o que dá testemunho acerca da “alegação” da ressurreição como milagre.

Assim, a prática do amor entre os irmãos e entre os humanos que confessam o nome de Jesus, é a única apologia possível do milagre da ressurreição.

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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O HOMEM FOI CRIADO IMPERFEITO

Por Julio Zamparetti

João, em apocalipse revela o número de homem, este é 666. O número 6 é, na numerologia bíblica, o número da imperfeição. Foi no sexto dia que Deus criou o homem. Embora, após criá-lo, Deus tenha dito que era muito bom, devemos ver que o adjetivo bom, ainda que acompanhado do advérbio muito, não significa perfeito. Isso significa que por melhor que seja o ser humano, estará sempre longe de atingir a perfeição. Assim entendemos que a criação do homem, de fato, foi muito boa; o homem, no entanto, não foi criado perfeito e sim para ser perfeito.

Em I Coríntios capítulo 15, versos 22 e 45, São Paulo faz uma analogia entre Adão e Cristo, apontando o primeiro como a origem da morte e da imperfeição, e o segundo a origem da vida, da restauração e da perfeição. Adão fora criado no sexto dia, e por isso o número 6 se tornou o número relativo ao pecado.

Assim, quando o Apóstolo João descreveu o número de homem como 666, usou de um termo superlativo de 6, significando que a condição humana é: pecadora x pecadora x pecadora.

Usando o mesmo princípio de interpretação, entendemos que a condição de Santo, Santo, Santo, descrita em Isaias 6:3 e Apocalipse 4:8, é um termo superlativo de santidade. Portanto se alguém pretende argumentar que Deus criou o homem santo como Deus é santo, terá também que afirmar que o homem foi criado com caráter santíssimo, isto é, santo, santo, santo.

Outro ponto a se analisar é que se o homem tivesse sido criado perfeito, jamais teria pecado. O pecado de Adão não o tornou pecador, apenas tornou evidente sua condição imperfeita e pecaminosa. Por outro lado, Jesus era perfeito, por isso não pecou. Logo, devemos concluir que se Adão tivesse sido criado em perfeição, a exemplo de Cristo, seria em tudo tentado, contudo em nada pecaria.

(...)Deus viu que o que fizera era muito bom. Não que o homem fosse bom, nenhum foi bom, a Escritura assim o diz: Não há justo, nem um sequer” (Romanos 3:10). De fato não era o homem a quem Deus se referia como muito bom. Referia-se a sua obra: Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia” (Gênesis 1:31).

Não era o homem BOM, mas MUITO BOM era o fazer de Deus. Foi MUITO BOM o fato de Deus fazer o homem desprovido da perfeição, pois MUITO BOM é o potencial de crescimento e evolução. Foi MUITO BOM Deus criar o homem longe de ser BOM, porque MUITO BOM é aprender e buscar o caminho da perfeição. Privaria-nos, Deus, dessa MUITA BONDADE?

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Extraído do livro ESPIRITUALIDADE DINÂMICA, Julio Zamparetti Fernandes, 2009

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

LEIS “PERFEITAS”, UNIVERSO IMPERFEITO

Por Julio Zamparetti

O universo não é perfeito. Pode até ser bom, mas perfeito não. Ainda que seu movimento seja preciso, bem articulado e harmonioso, ele não é perfeito porque não é consciente. Só a consciência pode gerar a perfeição. Se não houvesse as leis, o universo seria um caos, o que prova, inexoravelmente, a sua imperfeição. Tudo que é perfeito permanecerá perfeito mesmo que não haja leis.

Enquanto a lei é imposta e não faz parte do sujeito que a obedece, a consciência é gerada e parte imanente do sujeito consciente. Nós, humanos, nos movimentamos erradamente e não convivemos harmoniosamente, mesmo estando repletos de leis civis, morais e religiosas. Isso porque a lei age sobre, e não no, ser humano. Dada essa imperfeição, criamos ainda mais leis a fim de que possamos, seguindo-as, ser perfeitos. Mas a lei jamais tornou alguém perfeito, porque ela própria, seja qual for, jamais foi perfeita. Apenas serve para nos fazer cientes de nossas imperfeições. Lei não nos falta, já temos todas as leis que poderíamos quebrar, o que nos falta é consciência.

O universo seria perfeito se tivesse consciência em vez de leis. Se Júpiter pudesse sair de sua rota e socorrer a Terra da colisão com o asteróide 2004MN4, que poderá atingi-la no ano de 2034. Mas Júpiter não pode fazer isso porque não tem consciência disso... nem disso, nem que qualquer outra coisa. A única coisa que Júpiter tem por si são as leis naturais, que ele às segue, também, sem qualquer consciência disso.

Agora imagine cada um de nós como um planeta. Cada um seguindo rigorosamente sua órbita, regidos invariavelmente pelas vias das leis. Cada um fazendo sua parte e pronto! Tudo perfeito! Será? Quando um asteróide estiver em rota de colisão (coisa que não ocorreria se as leis fossem perfeitas) com um de nós, será que poderemos chamar de perfeição o fato de que um de nós se extraviará sem que qualquer outro possa fazer alguma coisa? Não seria perfeito se alguém quebrasse a lei que determina sua perfeita rota, para salvar o outro? Para isso é necessário consciência e liberdade.

As Escrituras Sagradas dizem que fomos criados para sermos perfeitos. É bem verdade que ainda estamos longe disso. Mas a dinâmica da passagem do primeiro para o último testamento bíblico implica necessariamente na transposição de um regimento espiritual legalista para a caminhada harmoniosa da liberdade consciente. Ou seja, um mundo perfeito é aquele em que os atos de cada um se principiem na responsabilidade de um para com o outro, motivados pelo amor e não pela obrigação.

O que chamamos de perfeição das leis, não é perfeito. Por isso ninguém alcança perfeição por cumprir leis. Não por acaso Jesus falou que quem faz suas obrigações é um inútil. A perfeição, se alcançável, alcançar-se-á pela consciência. A mesma consciência dAquele que, por AMOR, quebrou a lei que ordenava não tocar o leproso; não colher espigas, nem carregar uma cama aos sábados; que rompeu o preconceito de conversar com uma mulher e falar às crianças; que subverteu a ordem de valores comendo com pecadores e andando com gente excluída.

Um universo perfeito é impossível porque o universo segue leis, que, segundo o cientista Marcelo Gleiser, no livro ‘Criação Imperfeita’, também não são perfeitas. Entretanto, a humanidade, essa sim, pode ser perfeita se tiver a consciência dAquele que foi Perfeito (com P maiúsculo). E seu único mandamento foi AMAR. Eis um caminho superior!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A LEI ESTÁ MATANDO A HUMANIDADE: A MORTE DA CONSCIÊNCIA

A respeito do artigo que postei ontem, "PRECISAMOS DE LEI?", meu grande amigo, Pr. Maicon Blues, que costumeiramente deixa seus comentários aqui no blog, desta vez fez seu comentário no meu perfil do orkut, dizendo o seguinte: "Sem lei nossa natureza adâmica se auto-destrói". Achei fantástico! Diante deste e outros comentários bem sacados que recebi, persisti pesquisando sobre essa temática e assim repasso para vocês um artigo que encontrei de Caio Fábio, que muito corroborá para nossa reflexão.

Por Caio Fábio


Estava assistindo a mais um episódio do Apocalipse bíblico na CNN e na BBC.


É impressionante que as mesmas sementes históricas, culturais, geográficas, étnicas e religiosas continuem a nos mostrar a cara da Humanidade por mais de quatro mil anos.


Os personagens do Gênesis estão vivos em seus filhos e lutas até hoje. Sobretudo Hoje! De fato, a Bíblia não é somente Palavra de Deus — digo “somente” apenas na perspectiva daqueles que vêm a Palavra “guardada” dentro do livro —, mas também a Palavra da Humanidade.


Eu já disse isto: quanto mais se anda de volta ao Gênesis, mais se chega perto dos personagens do Apocalipse.


Agora mesmo, com o assassinato do novo líder de campo de uns dos grupos terroristas em território palestino, o que se ouviu como “razão e lógica” das duas partes foi apenas denúncia moralista. Ambos os lados são hipocritamente moralistas e religiosos em seu modo de fazer “política e guerra”. Ambos os lados evocam “valores”.


Aliás, o novo nome da Lei, nessa fantasmagórica era pós-moderna, é “Valores”. Muda do singular para o plural, mas é a mesma coisa. É apenas uma maneira psicológica de ser legalista. E eu aqui pensando: “Fundados em valores os dois lados vão afundar até a morte.”


Então, fiquei pensando nessa tirania horrível dos valores; sim, de todos eles; coisas “nobres” como honra, coragem, valentia, dignidade, correção, retidão, soberania, liberdade e o escambau ao infinitesimal. Todas elas umas gracinhas! Lindas de morrer…


Então vi como é difícil para a mente humana o exercício da Consciência. Dá vertigem. As pessoas não sabem onde se segurar. Escorregam… Mesmo andando em chão plano crêem que vão cair… Precisam do corrimão da Lei, da Moral, do Politicamente Correto ou mesmo dos Valores e Princípios.


É claro que não é possível haver vida num mundo caído sem que tais “imposições da queda” possam deixar de se fazer presentes; afinal, consciência é coisa rara na terra. A questão é a Lei mata. Sempre. Assim, sem Lei, nos matamos; e, com a Lei, morremos!


Eu tenho apenas Um acima de mim. Lei nenhuma me dá os parametros de meu existir. Em Cristo a fé gera Consciência, não Lei. Acima da Consciência está Deus. Dele provém toda consciência. As demais coisas, mesmo os Valores, têm que estar a serviço da Vida, não da morte. Portanto, a serviço da Consciência, não sobre ela. A menos que Deus não existisse. Então, seria Tirania pela Tirania, no absurdo existir por existir.


A Consciência tem que aprender a não usar “valores” quando o curso da ação deflagrada vai gerar morte. Aí está a Liberdade!


A Lei está matando o mundo. É a guerra dos Direitos. É a suprema arrogância: “Quem é dono do mundo? ” É a mais ardilosa camuflagem: o sangue. É a mais diabólica mensagem: “Liberdade”. É a mais enganosa liberdade: “Chegou a nossa vez de mandar em vocês!”

Odeio a “inteligência” humana!

Ó, Deus, dá-nos Consciência, e derrama sobre nós a Graça de fazer o que é bom, não o que seja considerado digno de morte como justiça própria.

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Fonte: http://pensecomigo.com/a-lei-esta-matando-a-humanidade-a-morte-da-consciencia/
Postado em 12 de Novembro de 2010

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

PRECISAMOS DE LEIS?

Baseado em Mt.5,21-37
Por Julio Zamparetti

É muito difícil para nós seres humanos abrirmos mão do controle da situação; é difícil confiarmos nos outros; admitamos: é difícil confiar em Deus.

Para tudo impomos normas, regras e condições por uma única razão: queremos a garantia de que tudo sairá do jeito que desejamos.

As igrejas não confiam que seus fiéis saberão escolher entre o bem e o mal. Por isso lançam cartilhas e dogmas determinando o que é bom ou mal, que lugares freqüentar, o que se deve ou não beber, assistir, ouvir, vestir, etc.

Também os pais não confiam que seus filhos são capazes de tomarem suas decisões, pois não os prepararam para essa hora. Agora, querem decidir por eles a decisão que só a eles pertence tomar.

Na verdade a carência que temos de leis que estabeleçam nossa conduta diária é congruente a deficiência que temos em expressar o caráter de Cristo. Isso porque todo aquele que expressa em sua vida a vida de Cristo, ainda que não conheça uma só lei, cumprirá, essencialmente, toda ela, pois, por amor a Deus, jamais fará aos outros aquilo que ele não quer que lhe seja feito, ao mesmo tempo em que fará ao próximo aquilo que deseja que lhe façam os outros.

Portanto, fazer o bem a quem quer que seja não deveria ser uma imposição arbitrária, exigida por uma terceira pessoa. O ideal é que a bondade seja um fruto gerado no âmago da primeira pessoa (EU), isto é, só é bondade o bem gerado no íntimo do coração.

Não digo com isso que toda lei seja má. De forma alguma! Elas podem ser boas e necessárias, na mesma medida em que somos maus e débeis. A boa lei nos serve exatamente para regular e remediar nossas maldades e debilidades. Seria, ela, absolutamente desnecessária se fôssemos realmente bons, pois então faríamos o mesmo bem que a lei pretende, porém faríamos não por obrigação, mas sim por simples expressão do ser.

É nesse sentido que Cristo nos propõe algo muito superior que a lei. Já dizia o sábio que prevenir é melhor que remediar. Segundo Jesus, os antigos falavam: “Não matarás”. Ele, no entanto, disse: “se te irares contra teu irmão, serás levado a juízo”. Graças a Deus não era essa uma nova lei, mas uma nova perspectiva de condução moral. Antes de proibir o assassínio, que é o efeito da ira, Jesus propôs tratar a ira, que é a causa do assassínio; Antes de reprimir o adultério, que é o efeito da cobiça, propõe tratar as nossas cobiças que são a causa do adultério; Antes de coibir a exploração, devemos tratar as ambições.

É claro que não somos perfeitos (ainda), por isso necessitamos de regras, normas, costumes, leis e alguns dogmas. Mas é indispensável que essas leis, ou religiosidade, sejam regidas pelo amor e produzam no coração daqueles que a seguem, algo maior e muito mais precioso que a própria lei, ou religiosidade em si.

O valor de uma ostra está na pérola que ela produz. O valor de uma religiosidade está no tesouro precioso, o Reino de Deus, que é gerado no interior daquele que crê. Fora isso, a ostra não tem valor... nem as leis e a religiosidade.