João, em apocalipse revela o número de homem, este é 666. O número 6 é, na numerologia bíblica, o número da imperfeição. Foi no sexto dia que Deus criou o homem. Embora, após criá-lo, Deus tenha dito que era muito bom, devemos ver que o adjetivo bom, ainda que acompanhado do advérbio muito, não significa perfeito. Isso significa que por melhor que seja o ser humano, estará sempre longe de atingir a perfeição. Assim entendemos que a criação do homem, de fato, foi muito boa; o homem, no entanto, não foi criado perfeito e sim para ser perfeito.
Em I Coríntios capítulo 15, versos 22 e 45, São Paulo faz uma analogia entre Adão e Cristo, apontando o primeiro como a origem da morte e da imperfeição, e o segundo a origem da vida, da restauração e da perfeição. Adão fora criado no sexto dia, e por isso o número 6 se tornou o número relativo ao pecado.
Assim, quando o Apóstolo João descreveu o número de homem como 666, usou de um termo superlativo de 6, significando que a condição humana é: pecadora x pecadora x pecadora.
Usando o mesmo princípio de interpretação, entendemos que a condição de Santo, Santo, Santo, descrita em Isaias 6:3 e Apocalipse 4:8, é um termo superlativo de santidade. Portanto se alguém pretende argumentar que Deus criou o homem santo como Deus é santo, terá também que afirmar que o homem foi criado com caráter santíssimo, isto é, santo, santo, santo.
Outro ponto a se analisar é que se o homem tivesse sido criado perfeito, jamais teria pecado. O pecado de Adão não o tornou pecador, apenas tornou evidente sua condição imperfeita e pecaminosa. Por outro lado, Jesus era perfeito, por isso não pecou. Logo, devemos concluir que se Adão tivesse sido criado em perfeição, a exemplo de Cristo, seria em tudo tentado, contudo em nada pecaria.
(...)Deus viu que o que fizera era muito bom. Não que o homem fosse bom, nenhum foi bom, a Escritura assim o diz: “Não há justo, nem um sequer” (Romanos 3:10). De fato não era o homem a quem Deus se referia como muito bom. Referia-se a sua obra: “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia” (Gênesis 1:31).
Não era o homem BOM, mas MUITO BOM era o fazer de Deus. Foi MUITO BOM o fato de Deus fazer o homem desprovido da perfeição, pois MUITO BOM é o potencial de crescimento e evolução. Foi MUITO BOM Deus criar o homem longe de ser BOM, porque MUITO BOM é aprender e buscar o caminho da perfeição. Privaria-nos, Deus, dessa MUITA BONDADE?
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Extraído do livro ESPIRITUALIDADE DINÂMICA, Julio Zamparetti Fernandes, 2009





