quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O HOMEM FOI CRIADO IMPERFEITO

Por Julio Zamparetti

João, em apocalipse revela o número de homem, este é 666. O número 6 é, na numerologia bíblica, o número da imperfeição. Foi no sexto dia que Deus criou o homem. Embora, após criá-lo, Deus tenha dito que era muito bom, devemos ver que o adjetivo bom, ainda que acompanhado do advérbio muito, não significa perfeito. Isso significa que por melhor que seja o ser humano, estará sempre longe de atingir a perfeição. Assim entendemos que a criação do homem, de fato, foi muito boa; o homem, no entanto, não foi criado perfeito e sim para ser perfeito.

Em I Coríntios capítulo 15, versos 22 e 45, São Paulo faz uma analogia entre Adão e Cristo, apontando o primeiro como a origem da morte e da imperfeição, e o segundo a origem da vida, da restauração e da perfeição. Adão fora criado no sexto dia, e por isso o número 6 se tornou o número relativo ao pecado.

Assim, quando o Apóstolo João descreveu o número de homem como 666, usou de um termo superlativo de 6, significando que a condição humana é: pecadora x pecadora x pecadora.

Usando o mesmo princípio de interpretação, entendemos que a condição de Santo, Santo, Santo, descrita em Isaias 6:3 e Apocalipse 4:8, é um termo superlativo de santidade. Portanto se alguém pretende argumentar que Deus criou o homem santo como Deus é santo, terá também que afirmar que o homem foi criado com caráter santíssimo, isto é, santo, santo, santo.

Outro ponto a se analisar é que se o homem tivesse sido criado perfeito, jamais teria pecado. O pecado de Adão não o tornou pecador, apenas tornou evidente sua condição imperfeita e pecaminosa. Por outro lado, Jesus era perfeito, por isso não pecou. Logo, devemos concluir que se Adão tivesse sido criado em perfeição, a exemplo de Cristo, seria em tudo tentado, contudo em nada pecaria.

(...)Deus viu que o que fizera era muito bom. Não que o homem fosse bom, nenhum foi bom, a Escritura assim o diz: Não há justo, nem um sequer” (Romanos 3:10). De fato não era o homem a quem Deus se referia como muito bom. Referia-se a sua obra: Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia” (Gênesis 1:31).

Não era o homem BOM, mas MUITO BOM era o fazer de Deus. Foi MUITO BOM o fato de Deus fazer o homem desprovido da perfeição, pois MUITO BOM é o potencial de crescimento e evolução. Foi MUITO BOM Deus criar o homem longe de ser BOM, porque MUITO BOM é aprender e buscar o caminho da perfeição. Privaria-nos, Deus, dessa MUITA BONDADE?

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Extraído do livro ESPIRITUALIDADE DINÂMICA, Julio Zamparetti Fernandes, 2009

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

LEIS “PERFEITAS”, UNIVERSO IMPERFEITO

Por Julio Zamparetti

O universo não é perfeito. Pode até ser bom, mas perfeito não. Ainda que seu movimento seja preciso, bem articulado e harmonioso, ele não é perfeito porque não é consciente. Só a consciência pode gerar a perfeição. Se não houvesse as leis, o universo seria um caos, o que prova, inexoravelmente, a sua imperfeição. Tudo que é perfeito permanecerá perfeito mesmo que não haja leis.

Enquanto a lei é imposta e não faz parte do sujeito que a obedece, a consciência é gerada e parte imanente do sujeito consciente. Nós, humanos, nos movimentamos erradamente e não convivemos harmoniosamente, mesmo estando repletos de leis civis, morais e religiosas. Isso porque a lei age sobre, e não no, ser humano. Dada essa imperfeição, criamos ainda mais leis a fim de que possamos, seguindo-as, ser perfeitos. Mas a lei jamais tornou alguém perfeito, porque ela própria, seja qual for, jamais foi perfeita. Apenas serve para nos fazer cientes de nossas imperfeições. Lei não nos falta, já temos todas as leis que poderíamos quebrar, o que nos falta é consciência.

O universo seria perfeito se tivesse consciência em vez de leis. Se Júpiter pudesse sair de sua rota e socorrer a Terra da colisão com o asteróide 2004MN4, que poderá atingi-la no ano de 2034. Mas Júpiter não pode fazer isso porque não tem consciência disso... nem disso, nem que qualquer outra coisa. A única coisa que Júpiter tem por si são as leis naturais, que ele às segue, também, sem qualquer consciência disso.

Agora imagine cada um de nós como um planeta. Cada um seguindo rigorosamente sua órbita, regidos invariavelmente pelas vias das leis. Cada um fazendo sua parte e pronto! Tudo perfeito! Será? Quando um asteróide estiver em rota de colisão (coisa que não ocorreria se as leis fossem perfeitas) com um de nós, será que poderemos chamar de perfeição o fato de que um de nós se extraviará sem que qualquer outro possa fazer alguma coisa? Não seria perfeito se alguém quebrasse a lei que determina sua perfeita rota, para salvar o outro? Para isso é necessário consciência e liberdade.

As Escrituras Sagradas dizem que fomos criados para sermos perfeitos. É bem verdade que ainda estamos longe disso. Mas a dinâmica da passagem do primeiro para o último testamento bíblico implica necessariamente na transposição de um regimento espiritual legalista para a caminhada harmoniosa da liberdade consciente. Ou seja, um mundo perfeito é aquele em que os atos de cada um se principiem na responsabilidade de um para com o outro, motivados pelo amor e não pela obrigação.

O que chamamos de perfeição das leis, não é perfeito. Por isso ninguém alcança perfeição por cumprir leis. Não por acaso Jesus falou que quem faz suas obrigações é um inútil. A perfeição, se alcançável, alcançar-se-á pela consciência. A mesma consciência dAquele que, por AMOR, quebrou a lei que ordenava não tocar o leproso; não colher espigas, nem carregar uma cama aos sábados; que rompeu o preconceito de conversar com uma mulher e falar às crianças; que subverteu a ordem de valores comendo com pecadores e andando com gente excluída.

Um universo perfeito é impossível porque o universo segue leis, que, segundo o cientista Marcelo Gleiser, no livro ‘Criação Imperfeita’, também não são perfeitas. Entretanto, a humanidade, essa sim, pode ser perfeita se tiver a consciência dAquele que foi Perfeito (com P maiúsculo). E seu único mandamento foi AMAR. Eis um caminho superior!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A LEI ESTÁ MATANDO A HUMANIDADE: A MORTE DA CONSCIÊNCIA

A respeito do artigo que postei ontem, "PRECISAMOS DE LEI?", meu grande amigo, Pr. Maicon Blues, que costumeiramente deixa seus comentários aqui no blog, desta vez fez seu comentário no meu perfil do orkut, dizendo o seguinte: "Sem lei nossa natureza adâmica se auto-destrói". Achei fantástico! Diante deste e outros comentários bem sacados que recebi, persisti pesquisando sobre essa temática e assim repasso para vocês um artigo que encontrei de Caio Fábio, que muito corroborá para nossa reflexão.

Por Caio Fábio


Estava assistindo a mais um episódio do Apocalipse bíblico na CNN e na BBC.


É impressionante que as mesmas sementes históricas, culturais, geográficas, étnicas e religiosas continuem a nos mostrar a cara da Humanidade por mais de quatro mil anos.


Os personagens do Gênesis estão vivos em seus filhos e lutas até hoje. Sobretudo Hoje! De fato, a Bíblia não é somente Palavra de Deus — digo “somente” apenas na perspectiva daqueles que vêm a Palavra “guardada” dentro do livro —, mas também a Palavra da Humanidade.


Eu já disse isto: quanto mais se anda de volta ao Gênesis, mais se chega perto dos personagens do Apocalipse.


Agora mesmo, com o assassinato do novo líder de campo de uns dos grupos terroristas em território palestino, o que se ouviu como “razão e lógica” das duas partes foi apenas denúncia moralista. Ambos os lados são hipocritamente moralistas e religiosos em seu modo de fazer “política e guerra”. Ambos os lados evocam “valores”.


Aliás, o novo nome da Lei, nessa fantasmagórica era pós-moderna, é “Valores”. Muda do singular para o plural, mas é a mesma coisa. É apenas uma maneira psicológica de ser legalista. E eu aqui pensando: “Fundados em valores os dois lados vão afundar até a morte.”


Então, fiquei pensando nessa tirania horrível dos valores; sim, de todos eles; coisas “nobres” como honra, coragem, valentia, dignidade, correção, retidão, soberania, liberdade e o escambau ao infinitesimal. Todas elas umas gracinhas! Lindas de morrer…


Então vi como é difícil para a mente humana o exercício da Consciência. Dá vertigem. As pessoas não sabem onde se segurar. Escorregam… Mesmo andando em chão plano crêem que vão cair… Precisam do corrimão da Lei, da Moral, do Politicamente Correto ou mesmo dos Valores e Princípios.


É claro que não é possível haver vida num mundo caído sem que tais “imposições da queda” possam deixar de se fazer presentes; afinal, consciência é coisa rara na terra. A questão é a Lei mata. Sempre. Assim, sem Lei, nos matamos; e, com a Lei, morremos!


Eu tenho apenas Um acima de mim. Lei nenhuma me dá os parametros de meu existir. Em Cristo a fé gera Consciência, não Lei. Acima da Consciência está Deus. Dele provém toda consciência. As demais coisas, mesmo os Valores, têm que estar a serviço da Vida, não da morte. Portanto, a serviço da Consciência, não sobre ela. A menos que Deus não existisse. Então, seria Tirania pela Tirania, no absurdo existir por existir.


A Consciência tem que aprender a não usar “valores” quando o curso da ação deflagrada vai gerar morte. Aí está a Liberdade!


A Lei está matando o mundo. É a guerra dos Direitos. É a suprema arrogância: “Quem é dono do mundo? ” É a mais ardilosa camuflagem: o sangue. É a mais diabólica mensagem: “Liberdade”. É a mais enganosa liberdade: “Chegou a nossa vez de mandar em vocês!”

Odeio a “inteligência” humana!

Ó, Deus, dá-nos Consciência, e derrama sobre nós a Graça de fazer o que é bom, não o que seja considerado digno de morte como justiça própria.

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Fonte: http://pensecomigo.com/a-lei-esta-matando-a-humanidade-a-morte-da-consciencia/
Postado em 12 de Novembro de 2010

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

PRECISAMOS DE LEIS?

Baseado em Mt.5,21-37
Por Julio Zamparetti

É muito difícil para nós seres humanos abrirmos mão do controle da situação; é difícil confiarmos nos outros; admitamos: é difícil confiar em Deus.

Para tudo impomos normas, regras e condições por uma única razão: queremos a garantia de que tudo sairá do jeito que desejamos.

As igrejas não confiam que seus fiéis saberão escolher entre o bem e o mal. Por isso lançam cartilhas e dogmas determinando o que é bom ou mal, que lugares freqüentar, o que se deve ou não beber, assistir, ouvir, vestir, etc.

Também os pais não confiam que seus filhos são capazes de tomarem suas decisões, pois não os prepararam para essa hora. Agora, querem decidir por eles a decisão que só a eles pertence tomar.

Na verdade a carência que temos de leis que estabeleçam nossa conduta diária é congruente a deficiência que temos em expressar o caráter de Cristo. Isso porque todo aquele que expressa em sua vida a vida de Cristo, ainda que não conheça uma só lei, cumprirá, essencialmente, toda ela, pois, por amor a Deus, jamais fará aos outros aquilo que ele não quer que lhe seja feito, ao mesmo tempo em que fará ao próximo aquilo que deseja que lhe façam os outros.

Portanto, fazer o bem a quem quer que seja não deveria ser uma imposição arbitrária, exigida por uma terceira pessoa. O ideal é que a bondade seja um fruto gerado no âmago da primeira pessoa (EU), isto é, só é bondade o bem gerado no íntimo do coração.

Não digo com isso que toda lei seja má. De forma alguma! Elas podem ser boas e necessárias, na mesma medida em que somos maus e débeis. A boa lei nos serve exatamente para regular e remediar nossas maldades e debilidades. Seria, ela, absolutamente desnecessária se fôssemos realmente bons, pois então faríamos o mesmo bem que a lei pretende, porém faríamos não por obrigação, mas sim por simples expressão do ser.

É nesse sentido que Cristo nos propõe algo muito superior que a lei. Já dizia o sábio que prevenir é melhor que remediar. Segundo Jesus, os antigos falavam: “Não matarás”. Ele, no entanto, disse: “se te irares contra teu irmão, serás levado a juízo”. Graças a Deus não era essa uma nova lei, mas uma nova perspectiva de condução moral. Antes de proibir o assassínio, que é o efeito da ira, Jesus propôs tratar a ira, que é a causa do assassínio; Antes de reprimir o adultério, que é o efeito da cobiça, propõe tratar as nossas cobiças que são a causa do adultério; Antes de coibir a exploração, devemos tratar as ambições.

É claro que não somos perfeitos (ainda), por isso necessitamos de regras, normas, costumes, leis e alguns dogmas. Mas é indispensável que essas leis, ou religiosidade, sejam regidas pelo amor e produzam no coração daqueles que a seguem, algo maior e muito mais precioso que a própria lei, ou religiosidade em si.

O valor de uma ostra está na pérola que ela produz. O valor de uma religiosidade está no tesouro precioso, o Reino de Deus, que é gerado no interior daquele que crê. Fora isso, a ostra não tem valor... nem as leis e a religiosidade.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

OS SUICIDAS HERDARÃO O REINO DOS CÉUS?

Por Daniel Bedhung


Questão antiga e polêmica… Mas, sabe de uma coisa? Não me interessa. Tomara que eles fossem, mas prefiro deixar esta questão para Aquele Único Juiz revestido desta autoridade: Deus.


Contudo, acho incrível nossa capacidade de tão facilmente mandar pessoas para o inferno, entre elas os suicidas.


Lembro-me do caso de um amigo que se enforcou em casa. Sua “igreja” na época (católica) não quis realizar o sepultamento de seu membro porque era um suicida. Como eu o conhecia, pedi então ao pastor da igreja em que congregava, que realizasse os atos fúnebres. Então o enterramos.


Depois da morte de meu amigo, comecei a pensar sobre isso, uma vez que ele estava ouvindo do Evangelho, e vieram-me algumas questões: quem somos nós para determinarmos o destino de quem cometeu tal ato? Alguém pode dimensionar o estado mental e emocional do indivíduo que em momento de angústia extrema providencia este tipo de “escape”?


Certo dia, muito tempo depois, um professor meu falou-me algo sobre suicido que serviu-me como revelação sobre este assunto. Ele mostrou-me o texto de Ester 4:11 (“Todos os oficiais do rei sabe que existe somente uma lei para qualquer homem ou mulher que se aproxime do rei no pátio interno sem ser por ele chamado: será morto; a não ser que o rei estenda o cetro de ouro para a pessoa e lhe poupe a vida. E eu não sou chamada a presença do rei há mais de 30 dias.”). No contexto, apresentar-se ao rei sem ser chamado implica em risco de morte, salvo aquele a quem o rei estendesse o cetro e o recebesse, como fez com Ester. Para mim, então, suicidar-se é apresentar-se diante do Rei sem ser chamado.


Escolho ficar com estes pensamentos – pois para mim soam muito mais como o espírito do Evangelho. De forma alguma pretendo juntar-me àqueles que colocam-se no lugar de Deus – ora condenado, ora salvando – com seu julgamento baseado em exterioridades.



Fonte: http://pensecomigo.com/os-suicidas-herdarao-o-reino-dos-ceus/

sábado, 12 de fevereiro de 2011

NO SILÊNCIO TU ESTÁS

Por Eliel Vieira

(Artigo resumido)


“Eu te busco, te procuro ó Deus… No silêncio Tu estás.”


Uma famosa música evangélica brasileira, interpretada pelo legendário Luciano Manga (vocalista da fase áurea do Oficina G3), começa com as palavras destacadas acima. A canção é até legalzinha, mas alguns pensamentos sempre surgem em mente logo quando começo a ouvi-la. Estes pensamentos estão relacionados ao silêncio.


É muito estranho a canção começar falando sobre Deus habitar no silêncio quando isto é o que menos presenciamos dentro da igreja. Sejamos francos, se há uma coisa que ninguém espera encontrar em uma igreja evangélica, é silêncio. Na verdade, em igrejas neopentecostais (predominantes no Brasil atualmente) podemos esperar encontrar o extremo oposto: gritos, pulos, “tira o pé do chão”, etc. Existe até uma canção que diz, “Quando estou em sua presença… dá vontade de gritar!”


Mas a música do Vineyard fala sobre Deus habitar no silêncio, e sempre (mas sempre mesmo) que esta canção gravada pelo Vineyard começa a tocar eu reflito comigo, “Se Deus habita no silêncio, como podemos encontrá-Lo no meio de tantas gritarias?” Também fico imaginando se as pessoas realmente estão refletindo no que estão cantando (ou se estão agindo simplesmente como robôs programados) e, se estão mesmo refletindo enquanto cantam esta música, por qual razão elas simplesmente não se calam logo em seguida.


Em primeiro lugar, culto deveria ser um local para reflexão e oração, não para entretenimento. Existem locais e horários apropriados para entretenimento, de modo que o formato neopentecostal do culto (o culto-show) peca por não ser nem uma coisa nem outra. Deixa de ser uma oportunidade de oração, já que nenhuma pessoa normal consegue se concentrar para orar com uma mulher gemendo notas altíssimas no microfone, e também deixa de ser um show, já que os responsáveis pela liturgia tem (tem?) consciência de que não estão ali para se expor.


Eu poderia resumir meu argumento aqui com um silogismo simples.

1. O objetivo do culto é a reflexão, oração e aprendizado.

2. O ambiente mais propício para a reflexão e a oração é o silêncio.

3. Logo, o melhor ambiente para um culto é o silêncio.


Reflexão exige concentração, e concentração exige silêncio e pouca movimentação. Se o melhor ambiente para adoração para você é um local com um animador de plateias burguesinho gritando frases sentimentais hipnóticas no seu ouvido, ou uma mulher gemendo notas altíssimas no microfone, bem, neste caso, com todo o respeito, o problema é seu e não meu. Mas eu até apostaria meu almoço na hipótese que você no fundo no fundo nunca parou para refletir sobre a reflexão, nunca refletiu sobre o que você está fazendo e por que você está fazendo o que faz na igreja.


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Leia o artigo na íntegra no site http://elielvieira.org/2011/01/22/o-silencio-dos-inocentes/

Título original: O Silêncio dos Inocentes

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

MANIFESTO PELO ETHOS DA LEI RÉGIA

Por Julio Zamparetti

Assim como cria e ensinava o Apóstolo São Paulo, creio que o evangelho é o poder para a salvação de todo aquele que crê. Creio que o evangelho de Jesus Cristo é a mensagem mais poderosa e completa, que traz todos os preceitos necessários e fundamentais para a transformação deste mundo e iluminação de cada ser humano. Portanto, é no Evangelho de Jesus Cristo que procuro pautar minha fé, moral e conduta diária.

Em vez de uma doutrina alienante, defendo a necessidade da integração de todo cristão nos mais diversos meios sociais, científicos, políticos, culturais e profissionais, constatando a realidade e contestando toda usura, corrupção e falta de ética.

Creio na Lei Régia ensinada por São Tiago, que consiste do amor ao próximo (v.2:8). Assim, qualquer lei ou interpretação que se faça sem o regimento do amor; que promova o descaso ambiental ou social; que gere ou favoreça qualquer forma de exclusão e preconceito, jamais será digna de difusão, pois Deus é amor e seu Reino é paz, justiça e alegria de espírito.

Não é justo que aqueles que sofreram uma separação matrimonial, devam sofrer também a exclusão aos sacramentos, ou que lhes seja tolhido o direito de segunda união; não é justo que os mais fracos (tidos por “pecadores”) sejam impedidos de se alimentarem da Ceia do Senhor, uma vez que Cristo veio justamente para os mais fracos; não é justo que os dogmas sejam aplicados indiscriminadamente sem se considerar que a vida e o ser humano são os alvos maiores do amor, perdão e remissão do Criador; não é justo que o corpo místico de Cristo (a igreja) viva tão apegado às aparências, sem promover o amor fraternal incondicional, afinal, Cristo veio para os pecadores e ensinou a perdoar quantas vezes forem necessárias.

"Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia"