Questão antiga e polêmica… Mas, sabe de uma coisa? Não me interessa. Tomara que eles fossem, mas prefiro deixar esta questão para Aquele Único Juiz revestido desta autoridade: Deus.
Contudo, acho incrível nossa capacidade de tão facilmente mandar pessoas para o inferno, entre elas os suicidas.
Lembro-me do caso de um amigo que se enforcou em casa. Sua “igreja” na época (católica) não quis realizar o sepultamento de seu membro porque era um suicida. Como eu o conhecia, pedi então ao pastor da igreja em que congregava, que realizasse os atos fúnebres. Então o enterramos.
Depois da morte de meu amigo, comecei a pensar sobre isso, uma vez que ele estava ouvindo do Evangelho, e vieram-me algumas questões: quem somos nós para determinarmos o destino de quem cometeu tal ato? Alguém pode dimensionar o estado mental e emocional do indivíduo que em momento de angústia extrema providencia este tipo de “escape”?
Certo dia, muito tempo depois, um professor meu falou-me algo sobre suicido que serviu-me como revelação sobre este assunto. Ele mostrou-me o texto de Ester 4:11 (“Todos os oficiais do rei sabe que existe somente uma lei para qualquer homem ou mulher que se aproxime do rei no pátio interno sem ser por ele chamado: será morto; a não ser que o rei estenda o cetro de ouro para a pessoa e lhe poupe a vida. E eu não sou chamada a presença do rei há mais de 30 dias.”). No contexto, apresentar-se ao rei sem ser chamado implica em risco de morte, salvo aquele a quem o rei estendesse o cetro e o recebesse, como fez com Ester. Para mim, então, suicidar-se é apresentar-se diante do Rei sem ser chamado.
Escolho ficar com estes pensamentos – pois para mim soam muito mais como o espírito do Evangelho. De forma alguma pretendo juntar-me àqueles que colocam-se no lugar de Deus – ora condenado, ora salvando – com seu julgamento baseado em exterioridades.
Fonte: http://pensecomigo.com/os-suicidas-herdarao-o-reino-dos-ceus/




