Lendo o livro PENSAR NÃO DÓI E É GRATIS de meu amigo Eugênio C. Ribeiro, deparei-me com uma verdade interessante. Embora o livro seja de filosofia e não teologia ou religião, é impossível ler esse texto sem conotá-lo à realidade que vemos nos meios religiosos. Segue o texto:"...quero que meus textos sejam comidos. Mais do que isso: quero que eles sejam comidos com prazer. Um texto que dá prazer é degustado vagarosamente. São esses os textos que se transformam em carne e sangue, como na eucaristia." (Rubem Alves)
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
NÃO SE DEIXE ENGANAR
Lendo o livro PENSAR NÃO DÓI E É GRATIS de meu amigo Eugênio C. Ribeiro, deparei-me com uma verdade interessante. Embora o livro seja de filosofia e não teologia ou religião, é impossível ler esse texto sem conotá-lo à realidade que vemos nos meios religiosos. Segue o texto:domingo, 30 de janeiro de 2011
A JUVENTUDE
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sábado, 29 de janeiro de 2011
AMOR INSANO (parte final)
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
AMOR INSANO (parte 2)
O que não cabe na mente religiosa é que este amor divino descabido não nos é conferido pelos nossos próprios méritos. Deus nos ama, mas não porque merecemos seu amor. Deus nos ama porque nosso pecado nos torna carentes, miseráveis, maltrapilhos e cativos. Ele nos ama porque precisamos de seu amor. Não há outro motivo para Deus nos amar. Ele nos ama, exatamente, pela mesma razão da qual deveria nos odiar; nos salva pela mesma razão da qual deveria nos condenar; somos restaurados pela mesma razão da qual deveríamos ser fulminados. Desculpe-me, mas você precisa ser um tanto herege, louco, para entender isso. (rs)Não podemos ter a real dimensão do amor até que tenhamos razão para não amar, ou seja, não é na lua de mel que marido e esposa sabem o quanto se amam. Nem o saberão nos momentos mais felizes. Na verdade, só saberão a medida do quanto se amam quando tiverem motivos para não amar: Quando o dinheiro acabar, quando a paciência se esgotar, quando o stress comprometer o relacionamento, quando a enfermidade provocar o desânimo, quando não puderem estar perto, quando a monotonia esfriar o apetite sexual, quando a forma física deixar de provocar atração, quando a juventude passar. Quando todas as razões para alguém ser amado acabam, então se descobre se de fato o amor existe. Pois o verdadeiro amor não necessita de razão para existir, ele é a própria razão em si mesmo. Por isso o amor jamais acaba.
Não é em momentos de santificação e consagração que podemos sentir o amor de Deus de forma mais intensa, mas sim nos momentos em que mais nos sentimos sujos e pecaminosos. Jesus bem sabia disso quando falou: “aquele a quem pouco é perdoado pouco ama” (Lucas 7:47). Não foi a toa que o apóstolo Paulo afirmou: “Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (2 Coríntios 12:10).
Quando o mesmo Paulo disse que “nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus” (Romanos 8:38,39), não estava afirmando que se sentia confiante porque sua força era suficiente para resistir a qualquer forma de provação, muito pelo contrário, Paulo sabia que tudo o que tinha para se gloriar era apenas fraqueza – “Se tenho de gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza” (2 Coríntios 11:30). São Paulo jamais usurparia a glória que pertence a Cristo. O mérito de tal confiança baseava-se no conhecimento de Cristo. O apóstolo sabia que Cristo o sustentaria ainda que muitas vezes ele pensasse em desistir, sabia que lhe seria impossível se separar do amor de Deus porque Cristo jamais desistiria de amá-lo.
Você pode ser um drogado, alcoólatra, jogador compulsivo, prostituta, mentiroso, ladrão, assassino e ainda assim o amor de Deus não o deixará. Pois para Deus, você é o filho que mais precisa de Sua atenção e amor. É por isso que a graça de Deus superabunda onde abunda o pecado.
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Extraído do livro ESPIRITUALIDADE DINÂMICA
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
AMOR INSANO (parte 1)
Nada pode ser tão louco, insensato e herege quanto o verdadeiro amor. Pois amor é amor quando deveria ser ódio. Esse mesmo amor conduz ao perdão, exatamente, quando tem todas as razões para conduzir à condenação.A religiosidade propõe que devemos fazer por merecer o amor e o perdão de Deus, para que, só depois de méritos provados, sejamos por Deus amados e perdoados. Para a mente religiosa, Deus ama o pecador, conquanto este pecador tenha se arrependido; Deus salva o perdido, desde que haja méritos creditados ao indivíduo e não haja nenhum pecado por confessar.
Muita gente acredita que é capaz de identificar todo e qualquer pecado que comete, a fim de confessá-lo, pois crê que um pecado não confessado pode implicar na perda da salvação. Como se isso, por si, já não fosse pecado! Ora, considerar-se capaz de identificar todo pecado é julgar-se capaz de viver sem pecar. E “se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós” (1 João 1:10).
Se, por outro lado, você admite que comete pecado, mas insiste em afirmar que os pode identificar um a um, por que não os identificou antes de cometê-los? Se és capaz de identificar todos os pecados após cometidos, certamente também és capaz de identificá-los antes de cometê-los. Então o pecado que você cometeu, foi cometido deliberadamente, o que não é nada bom: “Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados” (Hebreus 10:26).
Portanto, se você pensa que pecado só é pecado quando cometido conscientemente, grande engano o seu! Afinal, se o autor de Hebreus afirma que para este pecado “já não resta sacrifício”, fica claro que o sacrifício de Cristo cobre o pecado cometido inconscientemente, pois mesmo que inconsciente, não deixa de ser pecado. Ninguém deixa de ser multado por não saber que havia um radar no local onde excedeu a velocidade. Se soubesse previamente, certamente passaria em velocidade permitida. Da mesma forma, ninguém deixa de ser pecador por não saber que o que fez estava errado. A ignorância não justifica ninguém. O conhecimento pode fazê-lo evitar o erro ou levá-lo ao arrependimento a posteriori, mas como confessarás o pecado inconsciente?
Calma! Sei que tudo isso parece inconciliável, e de fato é, pois não há qualquer forma de conciliar a graça de Deus sob a ótica do mérito humano.
Quando achamos que podemos ter consciência de todos os pecados que cometemos e condicionamos o perdão de Deus à confissão nominal destes pecados, estamos nos enganando a nós mesmos e buscando tratar os efeitos em lugar da causa. É como pensar que limpando a mancha de óleo na garagem, resolvemos o problema do vazamento de óleo do motor do carro.
A solução não é limpar a mancha. Da mesma forma, a solução para os nossos pecados não é confessá-los nominalmente, um a um. Alguém pode contentar-se em limpar a mancha de óleo na garagem, mas jamais terá idéia de quanto óleo deixou pela estrada. Da mesma forma, você pode pensar que solucionou o problema de seus pecados confessando-os nominalmente, mas jamais terá idéia de quantos pecados cometeu inconscientemente ao longo de sua vida. A solução é arrumar o motor. Precisamos confessar todos os pecados, confessando-nos pecadores por inteiro. Não foi a toa que Deus disse a Salomão: “Dá-me, filho meu, o teu coração” (Provérbios 23:26). Assim como o motor tem que ser entregue ao mecânico, nosso coração tem que ser entregue ao Senhor. Assim como é inútil levar as manchas de óleo ao mecânico, também é inútil levarmos, a Deus, nossos pecados em vez de nosso coração.
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Extraído do livro ESPIRITUALIDADE DINÂMICA
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
DIFERENÇAS
Recebi e repasso na integra:
Dois cenários: 1959 e 2010. Quanta diferença! Veja só:
Cenário 1: João não fica quieto na sala de aula. Interrompe e perturba os colegas.
Ano 1959: É mandado à sala da diretoria, fica parado esperando 1 hora, vem o diretor, lhe dá uma bronca descomunal e volta tranquilo à classe.
Ano 2010: É mandado ao departamento de psiquiatria, o diagnosticam como hiperativo, com transtornos de ansiedade e déficit de atenção em ADD. O psiquiatra lhe receita Rivotril. Transforma-se num zumbi. Os pais reivindicam uma subvenção por ter um filho incapaz.
Cenário 2: Luís quebra o farol de um carro no seu bairro.
Ano 1959: Seu pai tira a cinta e lhe aplica umas sonoras bordoadas no traseiro... A Luís nem passa pela cabeça fazer outra nova “cagada”. Cresce normalmente, vai à universidade e se transforma num profissional de sucesso.
Ano 2010: Prendem o pai de Luís por maus-tratos. O condenam a cinco anos de reclusão e por 15 anos deve abster-se de ver seu filho. Sem o guia de uma figura paterna, Luís se volta para as drogas, delinque e fica preso num presídio especial para adolescentes.
Cenário 3: José cai enquanto corria no pátio do colégio e machuca o joelho. Sua professora, Maria, o encontra chorando e o abraça para confortá-lo...
Ano 1959: Rapidamente, João se sente melhor e continua brincando.
Ano 2010: A professora Maria é acusada de abuso sexual, condenada a três anos de reclusão. José passa cinco anos de terapia em terapia. Seus pais processam o colégio por negligência e a professora por danos psicológicos, ganhando os dois juízos. Maria renuncia à docência, entra em aguda depressão e se suicida.
Cenário 4: Disciplina escolar
Ano 1959: Fazíamos bagunça na classe. O professor nos dava umas boas palmatórias e, chegando em casa, nosso velho nos castigava sem piedade.
Ano 2010: Fazemos bagunça na classe. O professor nos pede desculpas por repreender-nos e fica com a culpa por fazê-lo . Nosso velho vai até o colégio se queixar do docente e, para consolá-lo, compra uma moto para o filhinho.
Cenário 5: 31 de outubro.
Ano 1959: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. Não acontece nada.
Ano 2010: Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. A gente sofre transtornos de sono, depressão falta de libido, apetite e nas mulheres aparece celulite.
Cenário 6: fim das férias.
Ano 1959: Depois de passar férias com toda a família enfiada num Gordini depois 15 dias de sol na praia, hora de voltar. No dia seguinte se trabalha e tudo bem.
Ano 2010: Depois de voltar de Cancun, numa viajem ‘all inclusive’, terminam as férias e a gente sofre da síndrome do abandono, pânico, ataque e seborreia....
Fica, então, a pergunta: “Quando e quem foi que nos transformou neste bando de bostas? Temos futuro num país onde delinquentes “dimenor” e “dimaior” são vítimas e as pessoas de bem são bandidos?”
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
PERDEMOS O MESSIAS
A verdadeira religião não oprime, não domina, não tende a ser um império, não impõe sua vontade como faz normalmente o mundo da política e dos negócios. Ao contrário, tal qual ensinou Jesus Cristo em seu próprio modo de vida (que logo ao nascer recebeu a adoração de astrólogos pagãos), a verdadeira religião liberta, respeita as diferenças culturais, religiosas e sociais, defende o direito alheio, serve ao próximo e ama sem esperar retorno. Entre os próprios discípulos de Cristo podemos ver que a presença de Cristo torna possível a convivência de pessoas diferentes em suas culturas, como no caso de Lucas, um médico e Pedro, um pescador; ou diferentes religiões, como Simão, um zelote e Filipe, um místico helenista; também de diferentes temperamentos, como Tiago menor, melancólico e Mateus, colérico. O verdadeiro religare nos torna tão unidos quanto livres, pois a ação de Cristo é fundamentada no amor que, entre outras coisas, tudo suporta, não procura seus próprios interesses e nem arde em ciúmes. Diante do fato de vivermos uma religiosidade que nem de longe reflete esse preceito, só nos resta reconhecer que perdemos o Messias!
Em nome de Deus, os defensores da “santa da fé” mataram viuvas macumbeiras, velhas feiticeiras, pregadores hereges, curandeiros ocultistas, mágicos satanistas, pessoas que por mais que eu tente usar adjetivos que denigram suas imagens não deixarão de ser pessoas, vidas por quem Cristo amou e se doou, mas que nós insistimos em focarmos os maus adjetivos que lhes damos em vez de vermos as pessoas que realmente elas são. Fato natural para nós que perdemos o Messias!
Diante da necessidade de reformas na igreja e diante do protesto do século XVI, o alto clero se posicionou irredutível e intensificou os processos inquisitórios a fim de não perder o domínio e os lucros advindos das cobranças de indulgências. Mantiveram os lucros... Mas perderam o Messias!
Perdeu a igreja de Roma e perderam também os fiéis separados, tendo feito cada um a si mesmo por seu próprio Papa. E esta é a causa de termos, hoje, tantas igrejas nas quais seus líderes não têm o mínimo de conhecimento histórico, cultural e bíblico do que é o cristianismo. A maioria destas igrejas acaba contrariando os próprios princípios da reforma protestante, pois desconhece sua raíz, sua história e sua própria fé. Libertara-se do domínio papal e tornara-se escrava de seu próprio papismo. Diante desse pressuposto, não nos resta dúvida de que além de perdermos a unidade da igreja e a fé genuína, obviamente, perdemos o Messias!
Max Weber, no século XIX, já dizia que a ética protestante havia fundamentado o capitalismo, motivando os crentes a se voltarem ao trabalho com afinco egoísta, considerando que as riquezas eram sinais da graça de Deus sobre suas vidas. Weber estava certo em criticá-los. Pena que sua crítica foi absolutamente ineficaz, de forma que os protestantes de hoje evoluíram ao ponto de não exercerem mais a fé, senão em função do enriquecimento próprio. Nesse viés, as aglomerações ganharam status de igrejas e as igrejas tornaram-se impérios, ou, no mínimo, empresas com fins muito lucrativos. Como igreja (ou será empresa?), ganhamos status, ganhamos fama, mas... Perdemos o Messias!
Agora, depois de tantos descaminhos, temos nos ocupado demasiadamente com nossos conceitos apologéticos, discutindo incansavelmente, cada um com o mesmo fim de concluir que “eu estou certo e que o outro é o herege”. Todos pobres miseráveis buscando o andar correto no prédio errado. Ser ortodoxo ou herege a essa altura da caminhada já não faz diferença, pois... Perdemos o Messias!

