quinta-feira, 20 de agosto de 2009

PINGA SIM, MENTIRA NÃO

Um dia desses, um bebum, amigo meu, encontrou-me em frente à padaria e me pediu 25 centavos pra comprar leite. Fiquei impressionado! como ele pôde encontrar leite pra comprar à 25 cents? Como não sou tão bobo, logo o fiz falar a verdade. Disse a ele: -Só lhe dou o dinheiro se for pra comprar cachaça. Imediatamente o sujeito mudou o discurso e admitiu o verdadeiro propósito que tinha para a valiosa moeda. Sem qualquer relutância dei-lhe a tão cobiçada importância.

Mesmo sabendo que muita gente me atirará pedras, não tenho receio algum em relatar o fato. Na verdade o problema é todo dessa muita gente. Pois essa muita gente pensa que pra mudar as pessoas deve-se oprimi-las e proibi-las, da mesma forma que oprimem e proíbem a si mesmas, como se alguém fosse alcançar a Deus por abster-se daquilo que morrem de vontade de fazer. Depois, ainda condenam aqueles que fazem o que eles mesmos queriam estar fazendo e só não fazem porque são hipócritas o suficiente para fazer de conta que estão libertas desse mal.

Elias, o profeta, como gosta de se autoproclamar, este meu amigo bebum, gosta de recitar diversos versículos bíblicos que aprendeu na EBD, nos tempos de crente fiel junto à família tradicionalmente assembleiana. Faltariam mais repreensões, lições e acusações, para que ele mudasse de vida? Certamente não. Então, não seria eu que as faria. Falta-lhe, sim, ser compreendido e amado. Ao menos agora, Elias sabe que se alguém lhe estendeu a mão, mesmo que para suprir-lhe um vício, muito mais estenderá quando quiser libertar-se do mesmo. Sabe que terá com quem contar quando necessitar de um ombro amigo pra chorar as mágoas e compartilhar a verdade.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O BOM CAMINHO, UMA ÓTIMA RECOMPENSA

No capítulo 20 do Evangelho segundo São Mateus, Jesus conta a parábola do senhor que contratou vários trabalhadores para trabalharem em sua vinha, uns logo ao iniciar o dia, outros às nove da manhã, outros ao meio dia, três da tarde e por derradeiro contratou alguns perto das cinco. Ao acertar as contas, pagou o mesmo valor, tanto ao que trabalhara o dia inteiro, quanto ao que trabalhara apenas uma hora.

Tal qual a reclamação dos que trabalharam mais, neste episódio, é a reclamação de muitos que se consideram justos, nos dias de hoje. Estes afirmam que é injusto da parte de Deus acolher em seus braços alguém que se arrependeu de suas más obras no último instante de sua vida, a exemplo de um dos ladrões na cruz ao lado da cruz de Jesus, que sem ter feito qualquer boa obra recebeu o paraíso, tal qual uma pessoa que viveu dedicando toda a sua vida à caridade em Cristo.

A resposta que encontramos no relato do evangelista Mateus ainda serve em nossos dias: “por acaso não tenho o direito de fazer o que quero daquilo que é meu?”.

Ora, a Bíblia diz que a salvação pertence ao Senhor. Não pode, Ele, dá-la a quem quiser? Se Ele salva o sujeito mal no último segundo, não deveríamos ficar felizes com isso?

Além do mais, ninguém deveria se sentir injustiçado por dedicar a vida inteira a Deus e receber o mesmo soldo de quem só se lembrou dEle aos quarenta e cinco do segundo tempo da prorrogação. Ninguém deveria ter inveja deste. Afinal, este pobre coitado passou a vida sem ter tido a felicidade de ser um bom sujeito.

Muita gente acha que fazer o bem é um sacrifício penoso que o torna merecedor do paraíso. Que engano! Não há nada mais prazeroso que servir e sofrer pelo Reino de Deus e sua justiça. Não deixe pra amanhã, entregue-se a Cristo hoje, converta-se de seus maus caminhos. A recompensa começa aqui mesmo, na simples satisfação de viver o bom caminho e trabalhar nele desde cedo, carregando nossa cruz e seguindo o Mestre.


Extraido do livro 'O Cristianismo que os Cristãos Rejeitam' de Julio Zamparetti Fernandes.

domingo, 9 de agosto de 2009

Oração pelos pais

Querido Pai Eterno, neste dia dos pais pedimos Tua bênção sobre as famílias. Que os pais sejam, para seus filhos, exemplos heróicos de luta, esperança, idealismo, sonho, fidelidade e amor. Dá-lhes Tua força e ânimo, a fim de que não desistam nem esmoreçam, mas levem a cabo sua missão de deixar aos filhos um mundo melhor do que receberam de seus pais. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

UMA ESTRADA QUE UNE

Por favor, Leia atentamente:

"Naquele dia haverá estrada do Egito até à Assíria, e os assírios virão ao Egito, e os egípcios irão à Assíria; e os egípcios adorarão com os assírios ao Senhor. Naquele dia, Israel será o terceiro com os egípcios e os assírios, uma bênção no meio da terra. Porque o SENHOR dos Exércitos os abençoará, dizendo: Bendito seja o Egito, meu povo, e a Assíria, obra de minhas mãos, e Israel, minha herança" (Isaias 19:23-25).

Alguma coisa lhe chamou a atenção? Não? Talvez seja porque os elementos do texto estejam muito longe de sua realidade.

Permita-me reescrever o texto mudando os elementos, a fim de intregá-lo a uma realidade mais próxima de nós:

"Naquele dia haverá estrada dos católicos até os evangélicos, e os evangélicos virão aos católicos, e os católicos irão aos evangélicos; e os católicos adorarão com os evangélicos ao Senhor. Naquele dia, judeus serão o terceiro com os católicos e os evangélicos, uma bênção no meio da terra. Porque o SENHOR dos Exércitos os abençoará, dizendo: Bendito sejam os católicos, meu povo, e os evangélicos, obra de minhas mãos, e judeus, minha herança" (Isaias 19:23-25).

Isso te causou espanto? Saiba que a diferença entre os elementos do primeiro texto era muito maior que a diferença entre os elementos do segundo texto.

Queremos ser "uma bênção no meio da terra"? Ecumenismo é o veículo, Cristo é a estrada! Palavra do Senhor!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Avião: eu tenho, você não tem...

Se antes o sonho de todo pastor era construir uma catedral, agora é adquirir seu próprio avião. Repentinamente, a classe pastoral foi tomada por um complexo de Ícarus.

Ora, se fulano pode, por que eu não?

E assim, cresce a cada dia o número de pastores que desfilam pra baixo e pra cima em suas aeronaves particulares.

O que antes só era visto do lado de cá da linha do Equador (EUA), agora está cada vez mais comum nas terras tupiniquins.

Ter um avião passou a ser sinônimo de estar sob a bênção e a aprovação divinas.

Quanta tolice!

O que pensa o mundo acerca de nossas megalomanias?

Um desses líderes* que acaba de adquirir um jato, afirmou em uma mensagem recente:

"Somos [sic] entre os quinhentos homens mais bem-sucedidos do Brasil que possuem um jato. A visão desatou novos líderes e milionários. Pastores e líderes que possuem casa, patrimônio, empresas e templos (como Igreja) acima de milhões, o que fez ministérios e líderes milionários. Sabe por quê? Deixamos de ser tímidos, saímos dos decretos de morte e entramos no decreto de vida. Por isso, estamos ousando conquistar no sobrenatural."

Que credibilidade teremos para pregar o Evangelho da Graça e do Reino de Deus, se nos prostramos ante a Mamom?

Estou corado de vergonha.

Nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, almejou tanto luxo. Poderiam ao menos ser discretos. Mas em vez disso, sentem a necessidade de ostentar.

Qual será o próximo sonho de consumo dos mega-pastores? Um transatlântico?

E o que mais me incomoda é saber que a maioria deles prega pra gente muito humilde, que mal consegue adquirir um carro usado.
É o dinheiro dessa gente humilde que sustenta a megalomania dos seus líderes.

Enquanto isso, as convenções e seminários em hotéis continuam servindo como feira de vaidade, onde cada qual quer ter mais vantagem pra contar aos seus colegas.

Vale aqui a exortação de Cristo à igreja em Laodicéia:

"Dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta. Mas não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu" (Apocalipse 3:17).

Lembremos que o sonho de Ícarus tornou-se no seu maior pesadelo. Um dia as asas derretem...

O mito de Ícarus encontra paralelo no Oráculo de Deus acerca do Rei da Babilônia:

"Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono (...) Subirei acima das mais altas nuvens; serei semelhante ao Altíssimo. Mas serás levado à cova, ao mais profundo do abismo" (Is.14:13a,14-15).

Que Deus levante em nossos dias uma geração de líderes segundo o Seu coração, que não se corrompam com as ofertas do Mundo, mas que sejam verdadeiros agentes transformadores do Reino.


* O líder citado é Renê Terra Nova, de acordo com o site Voz Profética.

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Texto de Hermes Fernandes
Fonte: http://hermesfernandes.blogspot.com/2009/07/o-voo-de-icarus.html

sábado, 25 de julho de 2009

PRECISA-SE DE UM HERÓI

É... Nada será como era antes. Sinto falta de ver na nova geração os sonhos que sonhei em minha mocidade. Não que não me sinta mais jovem (claro! rsrs), ou que tenha deixado de ser um sonhador, mas os sonhos que ainda sonho e os sonhos que já realizei começaram muito cedo. Embora não soubesse exatamente como realizar, sabia muito bem o que queria. Não me faltava utopia, nem ícones em quem pudesse me inspirar.

Queríamos mudar o mundo, gritamos “diretas já”, “abaixo a ditadura”, fomos às ruas, unimos nosso povo, mobilizamos nossas igrejas, lutamos por liberdade de expressão, contra o preconceito racial, denunciamos a corrupção, derrubamos a ditadura, elegemos um presidente, pintamos nossa cara e derrubamos o presidente que elegemos.

Tínhamos ícones na política e na cultura. Verdadeiros heróis! A música que ouvíamos era boa e carregada de utopia, sonhos e fome de justiça. Ah, como era bom estar na rua cantando “vem vamos embora que esperar não é saber...”!

Não só sonhávamos com um mundo melhor como também com uma igreja de fiéis mais ativos, que transpassassem os limites das quatro paredes do templo, que acolhessem o sofredor e não fossem tão fúteis e mesquinhos.

O que aconteceu?

Aconteceu que, como disse Cazuza, “meus heróis morreram de overdose” e ninguém mais se levantou para agitar a grande massa. Hoje temos uma geração carente de um herói. Seus objetivos resumem-se em ouvir música de péssima qualidade, cuidar da própria vida, com pés no chão, sem cometer os mesmos erros utópicos de seus pais.

Quanto a minha geração, a grande maioria, abandonou o sonho, “tá em casa, guardada por Deus, contando vil metal”, exatamente como constatou Belchior, em ‘Como Nossos Pais’, que ainda dizia que “apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”.

Onde foi que erramos?

O problema é que não precisávamos de heróis. Precisávamos de pais. Tivemos verdadeiros heróis na política e na cultura, mas não na família. E, diga-se de passagem, dentre os poucos filhos afortunados que tiveram pais heróis, a maioria, não soube reconhecer o heroísmo de seus pais. Minha geração foi marcada pela despaternidade, vivendo num processo de transição social onde a estrutura familiar abalada oscilou entre os extremos de pais ausentes (separados) e pais presentes, porém, austeros e incompreensíveis, tão heróis quanto bandidos. Na falta deste ícone familiar, buscamos ícones pop-stars, ao som de quem caminhamos e cantamos e seguimos a canção. Porém, quando estes ícones se calaram, muitos de nós ficamos caminhando ao vento “sem lenço e sem documento”, sem ter em quem se espelhar e sem servir de espelho para ninguém.

Então, QUE NADA SEJA COMO ERA ANTES!

Nossos filhos não precisam dos heróis da TV, nem da música, nem da política. Só precisam de pais... pais heróis, presentes, que os ensinem a sonhar, a serem livres e libertadores, a “amar as pessoas como se não houvesse amanhã”, a serem justos e denunciarem as injustiças, a serem responsáveis, honestos e jamais deixarem de crer no futuro.

O SONHO NÃO ACABOU!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

NÃO NOS TEMPLOS, MAS SIM NOS POÇOS. (JOÃO 4:1-42)

“E diziam à mulher: Já agora não é pelo que disseste que nós cremos; mas porque nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo” (João 4:42).

Uma grande mudança estava ocorrendo entre os samaritanos. Eles, que haviam buscado a Jesus por causa dos sinais testemunhados por uma mulher pecadora, de que Jesus havia dissertado detalhes acerca da vida oculta dela, agora não mais se interessavam em tal sinal, mas interessavam-se nas palavras de vida que o Mestre proferia.

Os Samaritanos, bem como os judeus, sempre pediam e dependiam de sinais para crerem. Comumente pediam sinais a Jesus: os fariseus o tentaram diversas vezes pedindo um sinal do céu; os discípulos pediram como sinal, ver ao Pai. O próprio Jesus afirmou que ninguém lhe creria se não vissem sinais (vide João 4:48).

Os sinais tinham seus propósitos especiais: fazer com que uma geração incrédula cresse em Jesus e confirmar a Palavra pregada pelos discípulos (vide Marcos 16:20). O testemunho destes sinais, em especial o da ressurreição de Cristo, fez com que milhares de cristãos dessem sua vida por Cristo, durante três séculos de intensa perseguição.

Assim, temos, hoje, um evangelho já confirmado a respeito de Cristo já vitorioso. O Evangelho que pregamos não carece de milagres para confirmá-lo, pois não pregamos um Evangelho novo, e sim o “velho” e perfeito Evangelho já confirmado pelos sinais operados por Cristo e os Apóstolos. Não estou dizendo com isso que os milagres cessaram, o que digo é que os milagres de hoje não são operados para confirmar a doutrina, mas tão somente para beneficiar os filhos de Deus. Se alguma doutrina carece de confirmação por milagres, essa doutrina não é de Cristo, pois a doutrina de Cristo, o Evangelho, já está confirmada.

É nesse entremeio que se destacam os cristãos autênticos dos cristãos meramente nominais. Os nominais continuam buscando sinais. A Bíblia não lhes é suficiente. A ressurreição não lhes representa o devido valor e por isso são insaciáveis. Tais “cristãos” não provaram da água que Cristo dá, pois se assim fizessem, jamais tornariam a ter sede, nunca pediriam outro sinal. Se bebessem da água de Cristo, a sua Palavra, não estariam correndo atrás do pastor mais poderoso, nem da emoção mais forte, ou da unção mais poderosa, muito menos da revelação mais incrível. Estariam satisfeitos, saciados pela Palavra de Deus que é poderosa, Palavra verdadeiramente ungida, Revelação de Deus ao homem. A esse respeito dizia Martinho Lutero: "Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida, como para o que há de vir".

Os samaritanos estavam começando a provar dessa água. Os sinais antes testemunhados pela mulher deixavam de ser o atrativo a Cristo. Eles estavam descobrindo algo mais precioso. O desejo de Cristo é que todos nós também façamos a mesma descoberta; que deixemos de mirar as mãos de Deus para alvejar seu coração; que o deixemos de amá-lo pelo que Ele faz e amemo-lo pelo que Ele é; que rompamos os padrões estabelecidos pela religiosidade humana e abracemos com todas as forças a vontade divina. Que compreendamos que nós, a igreja, somos o corpo de Cristo na terra e cada um de nós membros deste corpo. Portanto, somos os pés de Cristo para alcançar os povos, somos as mãos de Cristo para tocar o mundo.

A igreja precisa deixar de estar voltada para si própria, enchendo-se de poder sem ter pra quê, buscando unções que incham o ego. A igreja precisa estar voltada pra fora, proclamando ao mundo o Evangelho de Cristo que “é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1:16). Esse é o verdadeiro poder. Quem está disposto a buscá-lo? Você se dispõe, ou prefere continuar enclausurado no templo, agradecendo por ser um salvo e o mundo que exploda (literalmente).

Cristo nos constituiu luz do mundo para que o mundo recebesse nossa luz. Ele nos fez sal da terra para que a terra tivesse sabor a partir de nossa simples presença e interação com ela. Não é nas igrejas que a nossa luz é mais requisitada, e sim no mundo. Não é em nossos grupos de estudo que o sal é mais necessário, e sim entre os ímpios. Não foi no templo que Jesus alcançou a mulher samaritana e sim a beira do poço. Da mesma sorte, não é no templo que se concretiza o propósito de Deus para nós, e sim nos poços da vida.

Nos poços, volta-se constantemente para buscar água. Outra vez, e outra vez, outra, e outras mais e mais... A condição de quem busca água junto ao poço é insaciável. Assim está o mundo e, infelizmente, a maioria dos que se dizem cristãos. Pois tanto os prazeres mundanos quanto a busca insaciável por sinais e outros caprichos religiosos (atrás dos quais muitos escondem a vida pecaminosa podre, sem conhecer o poder transformador do Evangelho) são engano e engodo.

Jesus quebrou os padrões estabelecidos pela religiosidade: conversou com uma mulher samaritana, jantou na casa de publicanos, permitiu que prostitutas lavassem seus pés, sem se importar com quem, ou o que, murmuravam dele. Tudo isso porque Jesus veio para os enfermos e não para os sãos. Diante disso eu pergunto: é coerente o corpo de Cristo, hoje, agir diferente do próprio Cristo, seu Mestre?

Para o Mestre, era mais importante e prazeroso falar da salvação aos samaritanos, do que almoçar com seus discípulos, isso porque fazer a vontade do Pai lhe saciava infinitamente mais que a comida terrena. Quando realmente estivermos moldados pelo poder do Espírito Santo, segundo a imagem de Jesus, também agiremos como Cristo e, então, só então, seremos saciados.


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Extraído do livro ‘O Cristianismo que os Cristãos Rejeitam’ de Julio Zamparetti Fernandes.