Talvez por isso não me espante o fato de tão poucas vezes os evangelhos relatarem ele no templo. Pelo contrário, Jesus encontrava-se quase sempre nas praias, nos montes, nas festas, nas ruas, nos poços, entre pescadores, marceneiros, lavradores, publicanos, pecadores, prostitutas, leprosos e excluídos em geral.
Tenho por certo que cristianismo não é religiosidade. Religiosidade é o conjunto de normas, rituais e compromissos exercidos dentro do templo. A religiosidade tem seu devido valor, mas cristianismo vai muito além disso. Cristianismo é o modo de vida baseado na vida de Cristo.
Uma vez que a vida de Cristo não se encerra numa conduta religiosa, também o cristianismo não pode confinar-se a religiosidade.
A Igreja precisa assumir sua função de cristianismo e sair das quatro paredes. Pois o mundo precisa da luz cristã sobre a política, os negócios, a música, teatro, TV, cinema e com a educação em todos os seus aspectos. A igreja precisa estar envolvida e comprometida com os pobres, os doentes, os excluídos, as minorias, amando-os, compreendendo-os, respeitando-os e valorizando-os ainda que suas ideologias e filosofias sejam antagônicas ao nosso parecer.
Podem, os cristãos, fazer diferente de Cristo?




